A diretoria da APLB Feira convocou os trabalhadores em educação da Rede Municipal para uma Assembleia da categoria que aconteceu nesta quarta-feira (1º). O objetivo era o de discutir proposta do Município de Feira de Santana referente ao corte de salários em 2020, quando Colbert Martins ainda era prefeito. Segundo Marlede Oliveira, presidente da APLB, o corte aconteceu em plena pandemia e chegaram até 70% dos salários durante um ano.
“Os cortes começaram em abril de 2020 e continuaram até março de 2021. Nesse momento, estão acontecendo as audiências de conciliação. Uma aconteceu no dia 2 de setembro e teremos outra no dia 7 de outubro. A proposta da Prefeitura é de apenas R$ 16 milhões de uma dívida que hoje está calculada em R$ 51 milhões com juros. Sendo assim, a categoria aprovou que vai levar uma contraproposta para a Prefeitura de que aceita até R$ 31 milhões, que é o valor do corte do salário sem juros e sem correção”, afirmou.
Esse pagamento seria realizado em 12 meses. “O valor oferecido pela Prefeitura a categoria não aceita porque não compensarão nem os salários da época que foram cortados. Os professores passaram por aquela situação difícil. Muitos ficaram doentes, sem salário e tem aqueles que até hoje estão endividados por passar um ano com o salário cortado em até 70%, em pleno abril de 2020”.
As negociações com o governo ainda estão acontecendo, ressalta ainda a presidente. “Na próxima segunda-feira (6) vamos sentar com a Procuradoria do Município e os representantes do governo para ver se na próxima audiência conseguimos levar uma contraproposta e intermediar junto com a Justiça. Não é fácil porque o corte foi feito, mas agora a devolução está sendo árdua”.
O chicote foi grande na época de Colbert Martins, reclama. "A dor e as perdas foram imensas e, para ressarcir, o que é oferecido é muito pouco em relação aquilo que foi tirado arbitrariamente. O ex-prefeito ficava repetindo o tempo inteiro, para desgastar a categoria e a entidade sindical que estava na defesa, que os valores eram de hora extra, deslocamento e a Justiça provou que nunca foi. Vocês não imaginam a tortura que foi para essa categoria o que o governo fez naquele momento. Além da Covid-19, além da pandemia, tínhamos o corte de salário que era a sobrevivência da classe trabalhadora”, finaliza.
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