A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a comentar a situação da pandemia no Brasil durante a coletiva desta sexta-feira (21).
O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, reconheceu que os serviços de unidades de tratamento intensivo estão sob menos pressão do que estavam inicialmente no Brasil, mas alertou que isso não significa que o país tenha conseguido controlar a transmissão do vírus.
"A desaceleração da pandemia se estabilizou no país, mas ainda temos 6 mil casos diários", lembrou Ryan. "Podemos ter a impressão de que as coisas estão melhorando, mas precisamos de medidas efetivas para diminuir a transmissão no Brasil."
Para o diretor de emergências da OMS, os créditos da desaceleração dos casos diários no Brasil, apesar de se manterem altos, "devem ser dados às comunidades e aos profissionais da saúde."
"A pergunta agora é se esse padrão de declínio será mantido", observou Ryan.
Até esta sexta, o Brasil tem mais de 112,4 mil mortes pela Covid-19 e 3,5 milhões de casos confirmados. Somente cinco cidades no país seguem sem casos da infecção.
Em relação aos profissionais da saúde, a líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, alertou para a alta taxa de infecções entre eles no mundo todo.
"Entre 10% a 20% das notificações de casos de infecções nos países são entre profissionais da saúde. Eles estão se arriscando para cuidar da Covid e de todas as outras doenças do mundo", disse Kerkhove.
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