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Xilogravador David Rodrigues expõe em diversos locais de Cachoeira

Conforme David, essa é uma exposição está sendo feita como uma provocação para que haja a sensibilidade de se  promover em Cachoeira a criação de uma Galeria Pública.

10/05/2024 16h14 Atualizada há 1 semana
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Xilogravador David Rodrigues - Foto: Boca de Forno News
Xilogravador David Rodrigues - Foto: Boca de Forno News

O xilogravador David Rodrigues vai estar com a sua exposição chamada "Deslizando nas artes de David Rodrigues", que acontecerá na cidade de Cachoeira e pretende em cada local escolhido por ele mesmo expor xilogravuras suas.

Conforme David, essa é uma exposição está sendo feita como uma provocação para que haja a sensibilidade de se  promover em Cachoeira a criação de uma Galeria Pública. "Ela será determinante para a vinda de eventos com essas características visuais e artísticas. E tenho visto que nós temos perdido diversos deles. Eu, agora, estou ocupando o cargo de diretor da Bienal do Recôncavo, que tem Pedro Arcanjo, sociólogo e antropólogo como um de dos fundadores., vejo que precisamos conseguir sensibilizar o poder público porque o país não pode viver com pessoas estúpidas", diz.

Para o xilogravador, é preciso fazer o belo e trazer esse ar da sensibilidade e a arte para esse convívio. "Separei alguns lugares onde estarão os meus trabalhos individuais. Isso por enquanto porque a ideia de "Deslizando nas artes de David" pode no futuro ir deslizando em todas outras artes".

Os locais onde os trabalhos ficarão são a Pousada do Carmo, Instituto de Memória e Cultura da Santa Casa, Rádio Pititinga, em Zé Miúdo e na casa da família do seu amigo Cláudio. "Hoje abrimos a exposição em Zé Miúdo e amanhã a noite vai ter um forró com Paco Duarte amanhã à noite". Serão colocados trabalhos ainda em Dom Tom, Pouso das Artes, Bar de Menez, no Roda Feira e em Zé Mole". Vão ser colocadas ainda em Deni, a esposa de Alexsandro, na Rua Treze, no escritório de Doutor Igor. A ficha técnica está em Bebeco e Bárbara, mas é uma exposição que vai trazer esse elo. "Estou fechado e com contrato com uma galerista, não posso vender nenhum trabalho meu aqui. Eles estão todos na galeria que juntou também outros curadores. São dez artistas do Brasil. Minha agenda também já está saindo e, pela primeira vez, vou sair do país. Vou para três países. Vou logo após a eleição".

Ele receberá ainda no dia 1º de junho a diretora do Instituto de Antropologia da USP que estará fazendo uma matéria a seu respeito. "Esse ano eu fui fruto de três grandes matérias na Folha de São Paulo falando do meu trabalho. Eu já estou em um eixo que já me conforta um pouco nessas relações. Estou fazendo ainda o meu ateliê, isso enquanto a cidade abre muito bares, na Rua da Feira. Vou abrir cursos, não vou participar de editais porque não quero também uma vivência muito direto com Prefeitura", disse.

Os cursos David vai dar porque eu acredita que a Rua da Feira sempre teve esse pertencimento com a cultura. A ideia é expor em cada ponto da cidade claro uma obra sua. "No recôncavo ninguém anda, desliza. Eu acho que esse deslizar vamos nos apropriar e vai se tornar um movimento. Estou muito alegre porque eu vou usar os lugares que eu também sou acostumado a frequentar, apesar que eu vou ampliar a exposição", explica.

Antigamente, os artistas visuais tinham uma vivência muito grande dentro da cidade. Produziam os cartazes do São João de Cachoeira, das festas da Irmandade da Boa Morte e de Iemanjá consideradas como sagradas. "Hoje você abre e vê foto de internet. Usem uma escultura da gente, faz um exercício para a escolha". 

Ele cita a Bienal que vem justamente para fortalecer essas linguagens. David gostaria de trazer ainda para Cachoeira artistas de renome nacional e internacional, mas não tem lugar para expor. "Como é que você traz? Trazer para onde? Minha forma é buscar uma galeria pública para isso", questiona.

A exposição já começou e ficará por dois meses em ação para ampliação. "Quero que esses jovens que estão pintando, sem apoio algum,  tenham oportunidade. A Bienal vai ser o resultado dessa geração que está pintando pop, rock, o dadivismo, tudo que você imagina".

Hoje ele vive mais da sua arte. "Hoje eu vivo mais da minha arte que está dando a condição de eu erguer um meu ateliê e vai ter um palco para que eu traga diversos artistas. Quero trazer Lazo, Roberto Mendes, J Veloso, Alberto, vou chamar muitas pessoas para vim para o meu ateliê".

Ele iria para a Bienal da Áustria, onde o seu trabalho foi bem olhado, mas não foi selecionado. "Os trabalhos que foram me representam muito bem como Beatriz Milhares e Dalto Paulo. São pessoas que estão hoje nos grandes cenários".

Haverá uma feira internacional itinerante, que vai começar em Girona, na Espanha e vai para a França, depois para a Áustria. "A curadoria está olhando meus trabalhos psra ver essa pré-seleção. Se isso se concretizar, eu acho que depois da eleição eu viajo. Ou então no início do ano. Pela primeira vez terei meus trabalhos na Europa". Ele vai agora em São Paulo e no Rio de Janeiro abrir duas exposições.

Ele lembra ainda a frase de Gilberto Gil em uma estrofe de uma de suas músicas que diz "gente estúpida". "A estupidez não pode permanecer. Ela tem que ser destruída, acabada. Porque a sensibilidade ela tem que florar. E o Recôncavo flora. Existe uma frase minha em que eu digo que a arte é a maior forma de evolução da humanidade", finalizou. 

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