O amor, em sua essência, é uma tapeçaria intrincada de emoções, percepções e experiências, onde o côncavo e o convexo se entrelaçam de maneira simbólica para representar a dualidade e a complementaridade. Essa metáfora, rica em significado, ilustra como os opostos podem se atrair e coexistir em harmonia, refletindo a complexidade das relações humanas.
O aspecto côncavo do amor pode ser visto como a capacidade de acolhimento, de receber e nutrir, criando um espaço seguro para vulnerabilidade. É a profundidade emocional que se abre para acolher o outro, com todas as suas nuances, medos e esperanças. Já o convexo representa a projeção, a extroversão do amor, a maneira como ele se expande e alcança o outro. É a expressão ativa dos sentimentos, o desejo de cuidar, proteger e projetar o amor para fora.
Essa dinâmica entre o côncavo e o convexo no amor revela a beleza das diferenças que se complementam, formando um equilíbrio. Ensina-nos sobre a importância de dar e receber, de saber quando é momento de abrir-se para acolher e quando é preciso projetar-se para fora em busca do outro. Assim, o amor se torna uma dança delicada entre o dar-se e o receber, entre a profundidade emocional e a expressão ativa desse sentimento tão complexo e multifacetado.
O amor é o verbo amar em todas as suas conjugações, tempos e modos. Portanto, amar é, sem dúvidas, uma das experiências mais complexas e profundas vivenciadas pelo ser humano. Essa sensação psíquica transcende o entendimento racional, tomando forma não apenas nos relacionamentos amorosos, mas também nas conexões familiares, amizades e até no amor próprio.
Tal como o ar que respiramos e a comida que nos alimenta o amor é vital para nossa saúde emocional, física e bem-estar psicológico, sendo um componente essencial para uma vida plena e feliz.
O amor pode ser visto como um alimento para a alma, uma força que nos motiva e inspira. Ele nos impulsiona a superar desafios, a crescer pessoal e espiritualmente e a buscar significado e propósito em nossas vidas. Quando amamos, o convexo se transforma em uma elegante taça de cristal pronta para ser preenchida pelo vinho do côncavo.
O amor também simboliza o divino e o profano, o sagrado e o vulgar, caprichos e desejos sem limites, não respeitando regiões e fronteiras, nos abrindo para experiências de empatia, compaixão e vulnerabilidade, aprendendo sobre nós mesmos e sobre os outros de maneira profunda.
Por Alberto Peixoto
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