Governar: com origem no latim, gubernare, e na língua grega, kubernao, significa “força pública para manter a ordem”. Para Quinto Horácio Flaco – poeta, satírico e moralista político, 65 a.C. a 8 a.C. – o Estado é comparado a um navio, daí chamar-se “governo” à direção dos negócios públicos com firmeza e sabedoria.
Infelizmente, na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues não está conduzindo adequadamente este navio, uma vez que segue ipsis litteris as orientações traçadas pelo seu antecessor Rui Costa, atualmente ministro-chefe da Casa Civil, haja vista que a insatisfação dos servidores públicos com seus salários e da comunidade com a escalada da criminalidade em toda a Bahia, especialmente a truculência policial, é muito elevada.
Os servidores e servidoras do estado da Bahia, de acordo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – acumulam perdas salariais em torno de 53,3%. Estas perdas tiveram início no governo Rui Costa e esta mesma política está sendo mantida na atual gestão.
Ainda candidato, Jerônimo Rodrigues era visto pelos servidores públicos como a esperança de uma política salarial mais justa, por também ser ele um funcionário público lotado na Secretaria de Educação do Estado da Bahia – órgão este com salários mais aviltados. Infelizmente, após as eleições, a expectativa terminou com o reajuste de 4% nos salários dos servidores e uma elevação de igual proporção nos descontos do PLANSERV: 4%.
Em se tratando de violência policial, conforme as informações do Anuário Brasileiro de Segurança Pública a polícia da Bahia aparece como a que mais matou nos últimos meses em intervenções policiais, ultrapassando até a do Rio de Janeiro que sempre ocupou o primeiro lugar nesta classificação. Conforme o Governo do Estado, as vítimas destes confrontos sempre foram homicidas, traficantes, estupradores, assaltantes, entre outros delinquentes.
Em termos gerais, a gestão de Jerônimo Rodrigues é a simples continuação da administração Rui Costa. Os problemas permanecem os mesmos e, a curto prazo, não há perspectiva de mudanças – tudo bem que são do mesmo partido, mas isso não significa que não possam ser conduções diferentes, como foi a de Jacques Wagner em comparação a Rui Costa.
Neste ritmo, se assim continuar até o final do mandato, com essa escalada de violência no estado e o desrespeito aos servidores públicos, poderemos presenciar o fim da era PT no governo do estado da Bahia.
Por Alberto Peixoto
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