Alvo de críticas por viajar no jato de um empresário para participar da COP27, no Egito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi alertado por aliados sobre o custo político da decisão.
Conforme apurou a Folha de S. Paulo, interlocutores próximos do petista afirmaram que ele sabia dos riscos, mas optou por viajar no avião alegando necessidade, visto que não há previsão orçamentária para custear o transporte do presidente eleito na transição.
Com o fim do período eleitoral, não é permitido recorrer ao fundo eleitoral reservado às campanhas. O PT, por sua vez, tampouco teria recursos para financiar esta e outras viagens de Lula programadas para antes da posse.
Segundo o jornal, uma alternativa seria pedir uma aeronave ao governo Bolsonaro, mas a opção foi logo descartada, por questões de segurança. Pelo mesmo motivo, também foi rechaçada a possibilidade da viagem em voo comercial, pelo perigo do tumulto que poderia causar a presença de Lula em aeroporto e avião, sobretudo em meio aos atos golpistas pós-eleições.
Aliados afirmaram ainda que outras hipóteses foram apresentadas durante reuniões preparatórias para a ida à COP27, mas, por fim, venceu a opção da carona no avião do empresário José Seripieri Filho, conhecido como Júnior, fundador da Qualicorp e dono da QSaúde.
Em entrevista ao jornal, um aliado disse que o mal estar poderia ter sido evitado, mas, segundo ele, Lula estaria “muito espontâneo”, tomando decisões por impulso, sem medir as consequências.
Diante da situação, petistas têm evitado tocar no assunto e o vice-presidente eleito e coordenador da transição, Geraldo Alckmin (PSB), tentou minimizar o caso. “A informação que tenho é que não é emprestado, [o empresário] está indo junto para COP. Não tem empréstimo, estão indo juntos no mesmo avião, estão indo mais pessoas”, disse ele nesta segunda-feira (14), ao ser indagado sobre o tema.
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