Diante de casos registrados desde agosto deste ano, a Embasa passou a alertar seus clientes sobre um golpe que vem sendo aplicado no pagamento de contas de água e esgoto na modalidade PIX. De acordo com a empresa, já são cinco vítimas do mesmo autor em três meses.
“A gente fez contato com a própria plataforma da fraude para ter certeza como era o modus operandi deles e fizemos uma denúncia na mesma semana na delegacia de crimes virtuais”, conta o gerente de relacionamento com o cliente da Embasa, João Ricardo Souza.
“Denunciamos pela plataforma WhastApp também, esse número que estava se apresentando como canal de atendimento da Embasa. Depois fizemos, via ferramentas nossas, o bloqueio desse número”.
O gerente alerta que a empresa só disponibiliza o pagamento via PIX por um QR code emitido na segunda via da conta do cliente. “A Embasa não manda código de barras, transferência bancária, código de PIX, nada pelo WhatsApp nem por nenhum outro canal. A gente manda sempre a 2ª via da conta, por WhatsApp”.
Segundo dados do Banco Central, o Brasil registrou 739.145 indícios de crimes envolvendo o PIX, de janeiro a junho deste ano, uma explosão de 2.818% na comparação com o ano passado.
Cada vez mais comum, os golpes atingem desde o pagamento de contas, até compras pessoais, como foi o caso do analista de processos Roberto Neto.
Na necessidade de compra de um novo celular, o jovem foi enganado por um homem que alegou trabalhar em uma importadora de celulares, garantindo a Roberto a troca de seu aparelho por um modelo mais atual e abaixo do valor de mercado.
“Fiquei deslumbrado naquele momento pela possibilidade de poder trocar de aparelho de forma fácil. Acho que é assim que a gente acaba caindo, quando a gente está desesperado para fazer algo e aparece uma oportunidade assim, tão do nada”, relata.
“A questão dos golpes via PIX tem duas abordagens principais. A primeira delas é o cuidado que as empresas devem ter ao informar o consumidor ou usuário dos procedimentos que ela realiza”, aponta o advogado Felipe Vieira, especialista em defesa do consumidor.
“A segunda abordagem é o consumidor ter cuidado com os dados sensíveis. CPF, senhas de banco ou cartão de crédito, o código de verificação, no verso do cartão de crédito, o número completo do cartão, são alguns dos dados mais sensíveis”, detalha.
No caso da Embasa, João Ricardo reforça que os clientes busquem os contatos da empresa em seus canais oficiais. “Na agência virtual tem um banner estampado com nosso número que é o (71) 97170999”.
O gerente destaca ainda recomendações aos usuários que eventualmente caiam em golpes do gênero. “A Embasa orienta que ele deve bloquear o número na plataforma WhatsApp e fazer aquela denúncia na própria plataforma. E se, de fato, caiu no golpe, registrar em uma delegacia, levar as informações e os números para que a Polícia Civil tenha mais elementos para poder estar fazendo a investigação e coibir essas ações criminosas”, completa.
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