No campo de concentração de Dachau, construído em 1933 pelos nazistas a cerca de 16 quilômetros de Munique, a princípio destinado a presos políticos, alemães comunistas, socialdemocratas, sindicalistas e outros adversários políticos do regime nazista, foram sacrificados na câmara de gás aproximadamente 45.000 pessoas e não era um campo de extermínio. Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial também foram confinados neste campo de concentração Testemunhas de Jeová, ciganos, homossexuais, os considerados antissociais e criminosos contumazes.
Nos campos de concentração da Alemanha de Hitler morreram cerca de cinco milhões de pessoas, três milhões na Polônia e mais um milhão na União Soviética. Padeceram também centenas de milhares de pessoas nos Países Baixos, França, Bélgica, Iugoslávia e Grécia. A grande maioria sacrificados na “câmara de gás”.
No Brasil de Bolsonaro o quadro não chega a ser tão aterrorizador, mas já é muito preocupante. A irresponsável atitude do presidente de não adquirir vacinas contra a Covid-19 já levou a óbito mais de 685.002 brasileiros, que morreram com sintomas muito parecidos com os que pereceram nas câmaras de gás nazistas: a asfixia.
Nos últimos três anos a insegurança alimentar vem se agravando no Brasil e a cada dia a fome permanece mais presente na vida dos brasileiros. Segundo pesquisas, apenas 4 entre 10 famílias conseguem acesso satisfatório a alimentação no país.
As causas de mais este descalabro é o aprofundamento da crise econômica, provocada pela má gestão da economia e da política de reformas criminosas, tirando o capital de circulação; o agravamento da pandemia nos anos 2021/2022 por irresponsabilidade no atraso na aquisição de vacinas; a sequência do desmonte de políticas públicas que propiciava o encolhimento das desigualdades sociais dos brasileiros; o desemprego que assola 13,8% da população econômica ativa, etc.
Felizmente o brasileiro terá, no dia 2 de outubro, a oportunidade de evitar que um quadro igual ao do campo de concentração de Dachau venha ocorrer no Brasil.
Por Alberto Peixoto
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