Outra categoria que também está sendo bastante afetada com os sucessivos aumentos dos combustíveis são os taxistas. Elias Santana é taxista desde 1970. Ele disse que a situação está muito difícil e piorou muito depois que o transporte alternativo e de aplicativo entraram na cidade. “Os taxistas praticamente pararam. E com o preço e a alta da gasolina constantemente ficamos impossibilitados de qualquer um profissional da praça trabalhar porque passa o dia todo fazendo corrida praticamente pelo preço que o Uber cobra”, reclama.
Segundo Elias, quando uma corrida ultrapassa os R$ 15,00, o passageiro não utiliza mais o táxi. Só aqueles que já tem o costume de ser passageiro do táxi. “Esses são bem pouquíssimos. A maioria aderiu para outros transportes e nós estamos praticamente parados. Qualquer profissional hoje não se atreve a trabalhar com um táxi e depender dele pra viver”, lamenta.
A maioria dos taxistas hoje já são pessoas idosas, que já tem uma aposentadoria de um salário, e por isso permanecem, diz Elias. Na opinião dele, se dependesse do jovem para trabalhar na praça, não existia mais o profissional de táxi”.
Sobre como faz a cobrança da corrida, Elias disse que usa ainda o taxímetro e, para dificultar mais a vida do taxista, o último aumento aconteceu entre 2014 e 2015. De lá para cá, reclama o taxista, a gasolina já subiu por diversas vezes e o táxi continua com essa mesma bandeirada.
Já o taxista Manoel, sete anos como taxista, disse que foi para a praça depois de aposentado e já percebeu as dificuldades. “A pessoa não pode depender da praça para viver. Eu já tenho minha aposentadoria e trabalho para fazer a manutenção do meu carro, mas para fazer outras atividades com o dinheiro da praça, infelizmente não dá”, destaca.
Ele disse ainda que se o taxista coloca R$ 100,00 de gasolina, quando faz o mesmo valor em corrida, a gasolina já acabou. “A gente vem para a praça porque somos aposentados. Ficar em casa fazendo o quê? Ficamos aqui passando tempo porque não dá para sobreviver. Às vezes, voltamos meio dia para casa com uma corrida de R$ 10,00. Quando é assim eu nem volto para casa porque não vai compensar o dinheiro gasto com gasolina”, finaliza.
Com informações do repórter Edvaldo Peixoto
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