Em Macapá (AP) nesta sexta-feira, 14, o presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a afirmar que ocorreu fraude na eleição presidencial de 2018 e prometeu combater o Movimento Sem Terra (MST) com a eventual aprovação do excludente de ilicitude.
"Era para ter ganho no primeiro turno, se fossem umas eleições limpas no primeiro", disse Bolsonaro, em discurso. Em junho do ano passado, o presidente chegou a afirmar que teria "provas materiais" da suposta fraude, mas nunca as apresentou.
As pesquisas eleitorais têm apontado uma ampla vantagem do ex-presidente Lula (PT) para a disputa este ano, com Bolsonaro em um distante segundo lugar.
Há temor de que o presidente não reconheça uma possível derrota e incentive algum tipo de movimento radicalizado, como ocorreu nos Estados Unidos após a vitória de Joe Biden sobre Donald Trump.
Em outro momento do discurso, o chefe do Palácio do Planalto fez uma ameaça velada ao MST, que planeja manifestações de rua em apoio à volta de Lula à Presidência.
"Vejo agora meus policiais militares aqui presentes. O MST ameaçado realizar dezenas de invasões no presente ano. Se um dia eu tiver, no Congresso Nacional, o excludente de ilicitude, podem ter certeza: aproveitem para invadir agora, porque, no futuro, não invadirão", disse.
"O que é o excludente de ilicitude? É o militar, ao cumprir sua missão, vai pra casa descansar. E vai ter a certeza de que não vai receber a visita de um oficial de Justiça para processá-lo", acrescentou Bolsonaro.
Se aprovado, o excludente de ilicitude abrandaria a pena para policiais que cometam excessos, incluindo mortes, caso tenham agido "sob escusável medo, surpresa ou violenta emoção".
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