A repercussão a respeito do lançamento da pré-candidatura de ACM Neto (DEM) começou um dia antes após uma entrevista do ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos) - que também trabalha intensamente para se viabilizar como candidato ao Governo da Bahia. O colaborador de Jair Bolsonaro minimizou a realização do evento.
"Para que ele vai fazer isso mesmo? Por que precisa fazer isso? Por que será? Precisa demonstrar para alguém", disse. "Eu nunca desisti de projeto político, não preciso provar nada para ninguém, sigo trabalhando em benéficos dos baianos, a consequência vem naturalmente, não preciso ter relação artificial com a população, enquanto ele faz festinha, eu sigo trabalhando para levar o Auxílio Brasil de R$400 para os baianos", emendou.
Ele ainda acusou presidente nacional do DEM de fazer campanha antecipada da Bahia. "E ainda bota o partido para pagar, depois reclama de projetos que tratam de recurso do fundo… São dois pesos duas medidas, é engraçado isso", detonou.
Aliados reagiram. "Acho que ele está sonhando em participar desta festa. Quem não está participando, precisa participar de alguma forma", alfinetou Lomanto Júnior. Ele também descreveu a ocasião desta manhã como um "momento muito sonhado por toda a oposição", detonou o deputado Leur Lomanto Júnior (DEM).
O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Geraldo Júnior (MDB), retrucou o republicano. "Os olhos demonstram que não é uma festinha. É uma festa que marca, como disse anteriormente, o pontapé no rumo do nosso estado. Ele, o que fez em Salvador, fará no Estado. Essa festinha vai marcar a história da Bahia", ironizou.
Interlocutores da campanha de ACM Neto ouvidos pela Tribuna avaliam que esse foi o primeiro ataque ácido de Roma contra o ex-padrinho político. Nos bastidores, o entendimento é que, para o ministro dar esse tipo de declaração, é porque ele já não vislumbra qualquer tipo de aliança.
O republicano vinha sinalizando publicamente que, para selar uma aliança com o DEM na Bahia, o ex-padrinho precisaria fazer um aceno maior ao presidente Jair Bolsonaro.
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