A comentarista Malu Gaspar afirmou, nesta quinta-feira (2), durante o programa Em Pauta, da GloboNews, que o candidato à Presidência da República, o senador Flávio Bolsonaro (PL), poderia ser acusado de ter desistido do debate da TV Globo para evitar um confronto com o também postulante Renan Santos, candidato do Missão. O encontro foi cancelado pela emissora após decisões judiciais que alteraram as regras previamente acordadas com os partidos.
“Flavio Bolsonaro pode ser acusado de, é, fugir do Renan Santos, que sabidamente viria para fustigá-lo? Sim, pode ser sim. Ele, ele tinha exigido antes que não viria por causa do Renan Santos. Aí vem o Renan Santos, ele saiu. Isso também é verdade”, afirmou Malu.
A declaração ocorreu após Flávio Bolsonaro anunciar que não participaria do debate. Segundo o próprio candidato, a desistência ocorreu em razão das decisões do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que alteraram as regras do encontro.
O formato do debate sofreu mudanças após três decisões judiciais. Na terça-feira (29), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, alterou o entendimento sobre a contagem de parlamentares no Congresso e garantiu a participação de Romeu Zema, do Novo.
Nesta quinta, a ministra Estela Aranha, do TSE, atendeu a um pedido da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva e proibiu a TV Globo de manter no cenário um púlpito vazio identificado com o nome do presidente, que já havia decidido não comparecer.
Também na quinta, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a inclusão de Renan Santos no debate após pedido do partido Solidariedade. A decisão contrariou o critério utilizado pela emissora, já que o Missão tinha apenas um parlamentar no Congresso.
Flávio Bolsonaro anunciou a desistência pouco depois da decisão que proibiu a exposição do púlpito vazio de Lula. Em publicação na rede social X, o candidato afirmou:
“Acabo de tomar a decisão de não ir ao debate da Globo em função da censura imposta ao evento pelo TSE. A imprensa tem que ser livre e as eleições limpas”.
Depois, em uma transmissão ao vivo, Flávio criticou o que chamou de “insegurança jurídica” provocada pelas decisões judiciais tomadas de última hora e fez um apelo aos eleitores dos demais candidatos.
“Vamos resolver a eleição neste domingo, olha a gravidade do que está acontecendo”, declarou.
A TV Globo recebeu duas notificações judiciais na noite de quinta-feira e decidiu cancelar o debate presidencial. Uma delas, assinada pela ministra Estela Aranha, invalidava a regra que tratava dos candidatos ausentes.
A regra previamente assinada pelos partidos previa que, em caso de ausência, o púlpito reservado ao candidato permaneceria vazio e identificado. Também permitia que os candidatos presentes fizessem, em uma das rodadas de tema livre, perguntas de 30 segundos ao ausente.
A outra decisão foi do ministro Gilmar Mendes e determinou a participação de Renan Santos.
Em comunicado, a Globo afirmou que as decisões tomadas momentos antes do programa causaram “insegurança jurídica” e representaram, segundo a emissora, uma interferência na liberdade dos veículos de imprensa para organizar debates eleitorais.
Renan Santos afirmou que estava a caminho dos estúdios da Globo quando soube do cancelamento. Após a decisão, acusou Flávio Bolsonaro de ter desistido do debate três minutos depois da liminar de Gilmar Mendes que garantiu sua participação.
“O medo, a paúra que esse cara tem de mim fez o cancelamento dele rolar”, afirmou Renan.
O candidato também criticou Lula e Flávio pela ausência e disse que o eleitor não teria acesso ao confronto entre os candidatos. Em outra manifestação, questionou o cancelamento completo do programa, defendendo que o debate poderia ter ocorrido com os candidatos que permaneceram no encontro.
A equipe de Renan chegou a ir ao Projac, mas foi barrada na entrada. Depois, o candidato gravou conteúdos ironizando a situação e chamou Flávio Bolsonaro para um “debate de boa” em um bar.
Lula havia decidido não participar do debate antes do cancelamento. No mesmo horário em que o encontro seria realizado, o presidente participou de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast.
Durante a entrevista, Lula criticou o formato dos debates televisivos e afirmou considerar o modelo atual “infrutífero” e voltado para “lacração”.
“O pessoal começa a fazer gracinha, sabe? Qual é a piada, qual é a pegadinha? Quando você tá numa disputa para presidente da República, é uma coisa mais séria”, declarou.
A campanha de Lula acionou o TSE para impedir que a Globo exibisse o púlpito vazio com o nome do presidente ou permitisse perguntas direcionadas a ele.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram uma nota conjunta após o cancelamento.
As entidades afirmaram que ficaram “profundamente indignadas” com a intervenção judicial nas regras previamente definidas e manifestaram solidariedade à TV Globo.
“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.”
Segundo as entidades, as decisões também prejudicaram o acesso dos eleitores às propostas dos candidatos que haviam sido convidados e se preparado para participar do debate.
Leia a íntegra:
"A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizam com a TV Globo e manifestam profunda indignação com a intervenção judicial nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.
As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada. É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.
Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.
01/10/2026
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE EMISSORAS DE RÁDIO E TELEVISÃO (ABERT). ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE EDITORES DE REVISTAS (ANER).
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE JORNAIS (ANJ)."
Eleições 2026 Professora Dayane Pimentel amplia presença na campanha ao lado da chapa de ACM Neto
Eleições 2026 José Ronaldo reafirma apoio a Colbert Martins para deputado estadual
Avaliação Eremita Mota avalia reeleição da Mesa Diretiva e comenta retratação de José Carneiro
Câmara de Feira Marcos Lima é reconduzido por unanimidade à presidência da Câmara de Feira de Santana
Eleições 2026 Quem souber morre: sucessão estadual e duelo pela Presidência chegam à reta final 100% indefinidas
Indeferimento Justiça mantém indeferimento da candidatura de Binho Galinha; defesa vai recorrer ao TSE 
Mín. 19° Máx. 36°
Mín. 20° Máx. 33°
Parcialmente nubladoMín. 21° Máx. 33°
Chuvas esparsas


