Fernando Nunes, gerente executivo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Feira de Santana, falou sobre a marcação de perícia médica pelos segurados. Segundo ele, a realidade da cidade não é diferente do que vem acontecendo no Brasil, já que poucas pessoas compareceram para marcar a sua perícia médica. “Caso não faça, essas pessoas correm o sério risco de ter seus benefícios suspensos”, alertou.
Fernando afirmou ainda que esses beneficários tem a ciência de que é preciso fazer as suas perícias médicas porque uma correspondência foi enviada com essa finalidade. “Para as pessoas que estavam com o endereço desatualizado e que não conseguimos contato, foi publicado um edital que foi divulgado em todos os meios de comunicação sobre essa necessidade”.
O prazo para a realização para a marcação da perícia médica expirou no dia 18 de novembro. Isso significa que a partir do dia 19 essas pessoas já estão sujeitas a suspensão do benefício e não o receberão no próximo pagamento. Para quem perdeu o prazo, o gerente executivo ressalta que é preciso entrar no aplicativo “Meu INSS” ou pela internet e fazer o agendamento. Pode fazer ainda pelo número 135. Nele os atendentes passarão todas as informações e procedimentos necessários.
“Elas podem fazer esse agendamento que automaticamente seus benefícios serão reativados. Por conta da pandemia esse tipo de atendimento é realizado só através dos canais remotos. Não há previsão de atender a pessoa presencialmente na agência, mas os canais remotos são eficientes e de fácil manuseio”, destaca.
A partir do momento da suspensão do benefício, a pessoa tem 60 dias para marcar a sua perícia médica. Marcando a perícia nesse prazo, ela recebe os valores que porventura estejam bloqueados. A partir desses 60 dias, Fernando ressalta que o beneficio é cessado. “O beneficiário só volta a recebê-lo normalmente depois que fizer a perícia médica”, diz.
Para o gerente executivo, as pessoas não marcaram sua perícia por falta de informação. “As pessoas não estão acompanhando o desenrolar dessa convocação pelos meios de comunicação ou não se atentaram as cartas que receberam do INSS. O mutirão para alertá-las dessa necessidade continua até que seja realizada as perícias de todos os convocados”, explicou.
Apenas de 10% a 20% dos convocados que atenderam ao chamado do INSS. Fernando disse que existe ainda um quantitativo muito grande de pessoas que precisam fazer a sua perícia. “Mas elas estão marcando. Há uma procura considerável para os próximos meses. Não é preciso desespero. Ao saber da sua convocação, deve-se marcar a sua perícia imediatamente, buscar o relatório médico e exames que comprovam a doença e no ato da perícia médica apresentá-los”, finalizou.
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