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Trump diz que não vai se envolver após carta de Flávio Bolsonaro com acusações de fraude

TSE e aliados do senador, que se declarou “verdadeiro presidente eleito”, defendem resultado das eleições.

29/10/2026 08h57 Atualizada há 47 minutos atrás
Por: Karoliny Dias Fonte: Metro1

Foto: Official White House Photo by Patrick Witty

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (28) que não vai se envolver na declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de que seria o “verdadeiro presidente” do Brasil. Questionado por um jornalista, Trump disse que autorizou a entrada do parlamentar nos EUA, mas evitou comentar a afirmação.

“Não vou comentar isso. Nós demos a ele uma autorização para entrar no país. Mas não vou me envolver”, declarou.

Trump voltou a questionar, sem apresentar provas, o processo eleitoral brasileiro e afirmou acreditar que Flávio foi tratado injustamente no Brasil. O senador desembarcou em Miami nesta quarta-feira com a família, após deixar o país.

Em carta publicada nas redes sociais, Flávio se declarou “verdadeiro presidente do Brasil”, mas depois alterou o texto e substituiu as expressões “verdadeiro presidente” e “presidente eleito” por “líder do Brasil” e “líder”. O resultado oficial das eleições confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

TSE e aliados defendem resultado das eleições

TSE e aliados de Flávio Bolsonaro defendem resultado das eleições após carta com acusações de fraudeFoto: Charles Vieira/Divulgação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aliados de Flávio Bolsonaro (PL) defenderam o resultado das eleições após o senador divulgar uma carta em que alegou fraude no segundo turno, sem apresentar provas, e se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Minutos depois, ele apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual se definiu como “líder” do país.

O TSE afirmou que os dados das urnas podem ser consultados e auditados publicamente. O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, declarou que as eleições transcorreram dentro da normalidade e que o resultado foi apurado com segurança.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendeu o respeito ao resultado das urnas. Já o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, afirmou que não é possível sustentar acusações de fraude sem provas.

O União Brasil, o Republicanos, o Podemos e o MDB também reconheceram o resultado eleitoral. Segundo dados oficiais do TSE, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio, uma diferença de cerca de 4,4 milhões de votos.

Na carta, Flávio afirmou que está nos Estados Unidos com a família e que pretende liderar a oposição do exterior. Ele também questionou a prorrogação do horário de votação até as 19h, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo dados do TSE citados pela CNN, 34.393 votos foram computados após as 17h, menos de 1% da diferença final entre os candidatos.

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