Os bairros mais valorizados nesse movimento foram Rio Vermelho, Pituaçu e Ondina, que lideraram tanto os lançamentos quanto as vendas no período. Nos lançamentos, o Rio Vermelho respondeu por 66% das novas unidades, seguido por Pituaçu (22%) e Ondina (12%). No desempenho comercial, o protagonismo permaneceu com o Rio Vermelho, concentrando 39% das unidades vendidas, seguido por Pituaçu (22%), Caminho das Árvores (14%) e Ondina (10%). O levantamento ainda mostra que 97% das vendas ocorreram em Salvador, reforçando a força da capital como principal polo do mercado imobiliário baiano.
Outro aspecto observado pela pesquisa é o protagonismo crescente dos empreendimentos compactos, que representaram 63% das unidades comercializadas e 64% do VGV lançado em maio, consolidando uma tendência que vem sendo observada nos últimos anos. A redução da oferta final reforça esse movimento: em Salvador, o número de unidades disponíveis atingiu o menor patamar dos últimos anos (3.412 unidades disponíveis), indicando que a velocidade das vendas está superior ao ritmo dos novos lançamentos, fator que tende a sustentar a valorização dos imóveis nos próximos meses.
A pesquisa evidencia uma retração no segmento do Minha Casa Minha Vida (MCMV) em Salvador. O programa não registrou novos lançamentos na capital em abril e maio, contribuindo para uma queda de 41% no acumulado de lançamentos em relação ao ano anterior. Apesar disso, as vendas permaneceram aquecidas, reflexo do consumo do estoque existente: foram 490 unidades comercializadas em maio, mesmo sem novas ofertas. Na Região Metropolitana, por outro lado, houve manutenção dos lançamentos e crescimento do VGV, indicando um deslocamento parcial da produção do programa para municípios do entorno da capital.
O conjunto dos indicadores reforça um cenário de confiança para o mercado imobiliário baiano. A combinação entre recorde de intenção de compra no Nordeste, crescimento das vendas, expansão do VGV, redução dos estoques e valorização dos empreendimentos sinaliza um ambiente favorável para incorporadoras, investidores e consumidores. Apesar da redução dos lançamentos, o mercado segue sustentado por uma demanda robusta e por um consumidor cada vez mais disposto a transformar a intenção de compra em aquisição efetiva ao longo do segundo semestre de 2026.





