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Brasil Calote

Médicos escalados para atender Bolsonaro denunciam calote

Os profissionais são servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

16/06/2026 07h47
Por: Karoliny Dias Fonte: BNews
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Pelo menos três médicos que atenderam o ex-presidente Jair Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, dizem que ainda não receberam o pagamento pelos plantões realizados entre janeiro e março deste ano. O primeiro pagamento deveria ter sido feito em fevereiro.

Os profissionais são servidores da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) e foram convocados para trabalhar no formato de Trabalho por Período Definido (TPD).

A convocação aconteceu depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que o ex-presidente tivesse assistência médica 24 horas por dia.

Um dos médicos, que preferiu não se identificar ao Metrópoles, fez oito plantões , alguns noturnos e de fins de semana, com duração de 12h e 24h. Ele afirma que tem quase R$ 15 mil para receber pelo trabalho realizado.

“Eles informaram que o plantão seria no formato TPD, mas neste formato a gente tem que bater ponto na SES mesmo. A gente tem que bater o ponto, entrar no sistema, enfim, tem que fazer essa parte, obviamente, para comprovar que está lá. E lá no Batalhão não tinha como, porque a gente assinava. Tinha um caderno em que a gente assinava a passagem de plantão com o ex-presidente”, informou o médico.

A partir de fevereiro, os médicos perceberam que os plantões não apareceram no contracheque. A Subsecretaria de Gestão de Pessoas (SUGEP) orientou que as folhas de ponto fossem protocoladas no Sistema Eletrônico de Informações (SEI). Os profissionais fizeram tudo o que foi pedido, mas até agora não receberam nenhum centavo.

A SES-DF informou aos médicos que o processo foi feito de forma errada.

“Não temos nada a ver com o erro. A gente só foi trabalhar porque eles falaram que ia pagar como TPD, se fosse só por banco de horas ninguém iria. Eles nunca falaram nada em relação a isso aí, que se tinha se estava de forma certa ou não sendo que a gente confiava porque era eles que falavam com a gente em um número da SES.”

Os médicos atenderam o ex-presidente Bolsonaro durante os 57 dias em que ele ficou preso na Papudinha.

“A gente atendia ele pelo menos três vezes por dia e até durante à noite enquanto ele dormia. Inclusive, a gente caminhava com ele por medo de ele cair”, contou um dos médicos.

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