A Procuradoria-Geral da República solicitou que o inquérito sobre a compra frustrada de respiradores pelo Consórcio Nordeste retorne ao Supremo Tribunal Federal. De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, o entendimento do órgão é de que há sinais de ocultação patrimonial e possível lavagem de dinheiro relacionados ao episódio envolvendo o ex-governador baiano Rui Costa.
O acordo, firmado durante a pandemia, previa a aquisição de equipamentos hospitalares por R$ 48 milhões. A verba foi transferida antecipadamente, porém os aparelhos nunca chegaram. Conforme a PGR, menos de 3,5% da quantia investigada foi recuperada pelas autoridades.
No parecer encaminhado ao STJ, o Ministério Público afirma que a Polícia Federal ainda realiza diligências para rastrear o paradeiro dos valores. A suspeita é de que os montantes tenham sido transformados em bens mantidos fora do alcance da Justiça.
A manifestação também menciona depoimentos de empresários da empresa contratada, que citaram pagamentos a um intermediador apontado como pessoa próxima de Rui Costa. Para os investigadores, o ex-ministro integra o núcleo político analisado na apuração.
O processo está sob responsabilidade do ministro Og Fernandes, que decidirá sobre um novo encaminhamento ao STF. Desde 2020, o caso passou por diferentes esferas judiciais após mudanças nas regras do foro privilegiado.
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