Um novo relatório da Polícia Federal (PF) trouxe elementos cruciais para a investigação que apura a aplicação de recursos públicos na saúde de Teofilândia, região sisaleira da Bahia.
As diligências foram iniciadas após uma denúncia formalizada pelos vereadores Gilmara e Professor Franklin, que apontaram irregularidades na suposta criação de Unidades de Atendimento Satélite (PSF Satélite) na zona rural do município, gestão do prefeito Higo Moura (PSB).
O objetivo era verificar se as estruturas de saúde que constavam nos documentos oficiais da prefeitura realmente existiam e atendiam a população.
Conclusão
O resultado das inspeções físicas, que contaram com registros fotográficos e depoimentos de moradores locais, revelou um cenário de abandono e desvio de finalidade.
De acordo com a conclusão do relatório policial, nenhum dos imóveis visitados tinha características de um posto de saúde, muito menos indícios de funcionamento regular.
O imóvel indicado pela administração municipal estava, na verdade, sendo utilizado para atividades comunitárias gerais dos moradores.
Os agentes encontraram uma residência comum, com sinais evidentes de desuso e sem qualquer estrutura que remetesse a uma unidade de atendimento médico.
O caso ganha contornos mais graves quando confrontado com os arquivos do Fundo Municipal de Saúde. Documentos oficiais registram despesas voltadas justamente para a instalação de três PSFs Satélites nas localidades de Januária, Maricota e Socavão.
Entre a papelada analisada pela fiscalização, consta um pagamento empenhado no valor de R$ 8.180,97 para a compra de mesas, armários, cadeiras e outros insumos de escritório.
De acordo com o processo administrativo da prefeitura, esses materiais deveriam mobiliar as estruturas de atendimento da zona rural — as mesmas que a PF encontrou fechadas ou desativadas.
"A população tem o direito de saber exatamente como os recursos da saúde estão sendo aplicados, especialmente nas comunidades mais isoladas, que já sofrem com o acesso limitado aos serviços básicos", cobraram os vereadores Gilmara e Professor Franklin, autores da denúncia, prometendo acompanhar de perto os desdobramentos do caso.
A reportagem procurou a Prefeitura de Teofilândia, e ainda aguarda resposta aos questionamentos.
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