O primeiro turno das eleições deixou um resultado expressivo em Antônio Cardoso. Lula foi o mais votado para a Presidência da República, com 7.868 votos, correspondentes a 82,12% dos votos válidos no município. Para o Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues recebeu 6.490 votos, 69,04% dos votos válidos. Os dados foram divulgados com 100% das urnas apuradas.
O prefeito Jocivaldo dos Anjos esteve entre os eleitores que escolheram Lula e Jerônimo no primeiro turno e também comemorou a eleição de Rowenna Brito e Lucas Reis para uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia e a reeleição de Ângelo Almeida. Com o encerramento da primeira etapa da eleição, a atenção agora se volta para a disputa presidencial, que terá Lula e Flávio Bolsonaro no segundo turno, marcado para 25 de outubro. O resultado foi confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Para Jocivaldo, a nova etapa da eleição deve ser acompanhada com atenção pela população e não pode ser reduzida à propaganda eleitoral ou à disputa entre dois nomes. Para o prefeito, “é hora de parar, conversar e refletir. O eleitor precisa olhar para as políticas de governo, para o que foi feito, para o que precisa melhorar e também para os problemas que apareceram ao longo do caminho. É uma escolha importante e cada pessoa precisa buscar informação antes de decidir”, afirmou.
O prefeito considera que também devem fazer parte dessa avaliação os episódios e as controvérsias envolvendo os grupos políticos que disputam a Presidência. De um lado, estão em debate as políticas adotadas pelo governo Lula e seus resultados em áreas como saúde, educação, emprego, renda e programas sociais. O planejamento federal para o período inclui, entre outros pontos, educação pública, saúde pública, combate à pobreza e redução das desigualdades como áreas estratégicas.
Do outro lado, estão as propostas inexistentes e posições apresentadas pelo grupo político de Flávio Bolsonaro, além das controvérsias e investigações envolvendo integrantes desse campo político. No caso específico de Flávio Bolsonaro, há investigação criminal em tramitação no Supremo Tribunal Federal, conforme registros públicos do próprio STF.
Para Jocivaldo, conhecer esses fatos é parte da responsabilidade do eleitor antes de chegar novamente à urna. “Não dá para escolher só pelo que aparece numa rede social ou numa propaganda. É preciso conhecer a história, olhar as políticas de governo, saber o que cada lado defende e acompanhar os fatos. A população precisa fazer essa reflexão”, disse.
Mas, para o prefeito, a discussão do segundo turno precisa ir além da comparação entre propostas imediatas e alcançar uma questão mais ampla: que projeto de país está em disputa e quais serão as consequências das escolhas feitas nas urnas para a vida dos brasileiros.
Jocivaldo afirma que, nesse debate, é necessário considerar a preservação da democracia e da soberania nacional, além da continuidade de políticas públicas destinadas à população que mais depende do Estado. “É preciso deixar claro o que está em jogo no Brasil. Estamos falando do futuro de um país. Precisamos refletir sobre o risco de termos um Brasil sem democracia, sem soberania e sem políticas voltadas para a educação, para a saúde e para a vida da população pobre. Quem depende da escola pública, do SUS, dos programas sociais e das políticas de proteção precisa entender que as decisões tomadas numa eleição presidencial têm impacto direto na sua vida”, afirmou.
Na avaliação do prefeito, democracia e soberania não devem ser tratadas como questões abstratas, mas como princípios que interferem diretamente na capacidade do país de definir seus próprios caminhos e garantir direitos à população. “Não estamos falando apenas de quem vai ocupar a Presidência. Estamos falando de que Brasil queremos ter. Um país precisa ter democracia, precisa ter soberania para decidir seus próprios rumos e precisa ter políticas públicas capazes de cuidar de quem mais precisa. É isso que também precisa estar no centro da reflexão do eleitor”, acrescentou.
Outro ponto destacado por Jocivaldo é a participação de quem não compareceu às urnas no primeiro turno. Quem deixou de votar na primeira etapa pode votar normalmente no segundo turno, desde que esteja em situação eleitoral regular. A segunda votação presidencial ocorrerá em 25 de outubro. “Quem não foi votar ainda tem uma nova oportunidade de participar. É importante buscar informação, conversar, comparar os projetos e compreender as consequências das escolhas. A democracia depende da participação das pessoas e também da capacidade de cada cidadão compreender o que está sendo decidido”, concluiu Jocivaldo.
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