Servidoras plantonistas do Conjunto Penal Feminino protocolaram em 13 de março deste ano um pedido de reunião urgente com o superintendente de Gestão Prisional da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Bahia (Seap), mas tiveram o pedido até o momento ignorado. No pedido, é descrito "cenário de instabilidade institucional e desgaste humano que a unidade atravessa". É ainda pontuado que "os problemas estruturais e de relacionamento interpessoal [acabaram]culminando em um quadro de adoecimento coletivo na tropa". As servidoras ainda mencionam assédio moral.
"Persistem episódios de tratamento desrespeitoso, falta de transparência da Coordenação de Segurança e percepção de tratamento desigual entre servidoras. As plantonistas sentem-se excluídas de informações e desprezadas em suas responsabilidades administrativas", afirmam as servidoras no quesito "Assédio Moral e Gestão de Pessoal" que consta no documento.
O pedido assinado pelas servidoras em 2 de março e protocolado em 13 de março não teve encaminhamento, conforme documento administrativo a que o site teve acesso. Dentre as demandas urgentes está a discussão sobre os protocolos de escolta e custódia das internas, quando apontam falta de critérios claros e desvios de função.
Em outro tópico, apontam déficit de efetivo e sobrecarga e conflito de atribuições com a custódia durante a madrugada na Central Médica. As servidoras também pontuam que uma reunião anterior com a diretoria da unidade prisional não resolveu as questões apresentadas.
"Acredita-se que Vossa Senhoria corrobora que a preservação da saúde mental das servidoras não constitui aspecto acessório da gestão, bem como que qualquer falha de coordenação entre setores não se limita a divergências administrativas, mas pode evoluir para risco concreto à segurança coletiva", declaras as servidoras, no documento.
Processo está parado desde 13 de março
O site entrou em contato com a Assessoria de Comunicação da Seap, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
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