O governo federal deve anunciar ainda esta semana uma nova versão do programa Desenrola, chamada de “Desenrola 2.0”. A proposta prevê o uso do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para renegociação de dívidas, com limite de saque vinculado ao valor devido.
A informação foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, após reuniões com representantes de bancos em São Paulo. Segundo ele, o uso do FGTS será parcial e condicionado ao pagamento das dívidas dentro do programa.
O governo finaliza as negociações com instituições financeiras para apresentar o projeto ao presidente e viabilizar o anúncio nos próximos dias. O objetivo é reduzir a inadimplência, especialmente em dívidas de cartão de crédito, crédito direto ao consumidor (CDC) e cheque especial.
O programa também contará com recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) para viabilizar as renegociações. A expectativa é oferecer juros menores e descontos que podem chegar a até 90% do valor das dívidas.
De acordo com o ministro, a medida será pontual e não recorrente. A estimativa é de que o novo Desenrola alcance dezenas de milhões de brasileiros. No programa anterior, cerca de 15 milhões de pessoas renegociaram R$ 53,2 bilhões em dívidas.
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