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Polícia Exploração sexual

Polícia Federal realiza operação contra exploração sexual infantil na internet na Bahia

Em alguns casos, o investigado chegou a compartilhar as imagens, ampliando os danos às vítimas e a circulação do conteúdo ilegal.

27/03/2026 09h11
Por: Mayara Nayllanne
Foto: Diulgação PF
Foto: Diulgação PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Rapina, com foco no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes pela internet. A ação investiga crimes como produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil.

Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão nas cidades de Ibipitanga e Barreiras, no oeste da Bahia. Também foram executados dois mandados de prisão que estavam em aberto contra o principal investigado. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal de Justiça do Amazonas e pelo Tribunal de Justiça do Tocantins, em razão de condenações anteriores por estupro de vulnerável e crimes relacionados à pornografia infantil.

As investigações tiveram início a partir de relatórios enviados por uma organização internacional de proteção à infância, que identificou a atuação de um usuário brasileiro em redes sociais envolvendo múltiplas vítimas menores de idade.

De acordo com a apuração, o suspeito utilizava perfis falsos para se aproximar de crianças e adolescentes, muitas vezes se passando por outras pessoas — inclusive meninas — para ganhar a confiança das vítimas. Após o contato inicial, ele induzia o envio de imagens íntimas e, em seguida, passava a chantagear os menores, ameaçando divulgar o material caso não recebesse novos conteúdos.

Em alguns casos, o investigado chegou a compartilhar as imagens, ampliando os danos às vítimas e a circulação do conteúdo ilegal.

A Polícia Federal também identificou que o suspeito usava diversos números de telefone e contas digitais para dificultar sua identificação. Ele ainda reaproveitava imagens de vítimas anteriores para atrair novos alvos, o que, segundo os investigadores, demonstra atuação contínua e estruturada.

O investigado possui histórico criminal e já foi condenado a 11 anos de prisão por estupro, além de ter recebido pena de 3 anos por crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ele também responde a outros processos relacionados à divulgação de imagens íntimas de adolescentes.

Até o momento, ao menos 12 vítimas foram identificadas, todas menores de idade na época dos fatos. A Polícia Federal não descarta a existência de outras vítimas.

O suspeito poderá responder por estupro de vulnerável, além de produção, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil e aliciamento de menores. Os materiais apreendidos serão analisados para aprofundar as investigações e identificar novos crimes.

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