Delegados da Polícia Federal aprovaram a paralisação “82 horas sem a PF”, que deve suspender atividades, incluindo operações, com algumas exceções (veja abaixo). A categoria se reunirá novamente nesta terça-feira (24) para definir a data exata de início, prevista entre quarta-feira (25) e sábado (28), quando a corporação completará 82 anos.
Segundo o presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, a mobilização é uma resposta à defasagem salarial e à falta de recursos. “Se não houver avanços nas negociações, executaremos a paralisação a partir de quarta-feira. Nos últimos dois anos, a PF recuperou R$ 16 bilhões do crime organizado, mas enfrenta recursos limitados e servidores desvalorizados. Esperamos que o governo cumpra a promessa de criar o Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas”, afirmou.
Durante a paralisação, apenas operações envolvendo pessoas com prerrogativa de foro, risco iminente de vida ou flagrantes devem ser realizadas.
A categoria reivindica a criação do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc) por meio de Medida Provisória, com o objetivo de direcionar recursos provenientes do crime para fortalecer ações de investigação, inteligência e repressão.
Os delegados da PF também reclamam que o órgão é o único a receber apenas subsídio, sem adicionais ou “penduricalhos” comuns em outras carreiras. De acordo com a ADPF, o crime organizado movimenta cerca de R$ 348 bilhões por ano no país. “Nossa proposta não gera novos custos ao Estado e amplia a capacidade operacional das instituições responsáveis por proteger a sociedade”, conclui a associação.
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