A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (SEAP) informou que acompanha, por meio da Corregedoria, o caso de feminicídio ocorrido na manhã deste domingo (22), em Aracaju (SE), envolvendo o diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, Tiago Sostenes Miranda de Matos.
Segundo a pasta, a investigação está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública de Sergipe, mas a SEAP afirmou ter feito contato imediato com as autoridades locais e enviado equipes da Superintendência de Gestão Prisional e da Coordenação de Monitoramento do Sistema Prisional para acompanhar o caso.
Em nota, a secretaria destacou que o servidor não respondia a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e não apresentava registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indícios de instabilidade pessoal ou emocional.
O caso é tratado como feminicídio pela Polícia Civil. De acordo com informações preliminares, a vítima foi encontrada sem vida em um hotel no bairro Atalaia, após relatos de disparos de arma de fogo. O suspeito foi socorrido com sinais de tentativa de suicídio e encaminhado ao Hospital de Urgência de Sergipe, onde permanece sob custódia.
A SEAP também lamentou o crime, manifestou solidariedade à família da vítima e reforçou que repudia qualquer tipo de violência contra a mulher, destacando ações contínuas voltadas à proteção e valorização feminina.
"A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) informa que acompanha, por meio da Corregedoria, o caso de feminicídio ocorrido na manhã deste domingo, na cidade de Aracaju (SE), envolvendo o diretor da unidade prisional de Paulo Afonso, Tiago Sostenes Miranda de Matos.
A apuração do crime está sob responsabilidade da Secretaria da Segurança Pública do Estado de Sergipe, a quem compete a condução das investigações. No entanto, desde que tomou conhecimento do fato, a Seap realizou contato imediato com as autoridades sergipanas e deslocou representantes da Superintendência de Gestão Prisional (SGP) e da Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP) para acompanhar o caso de perto.
A Seap esclarece que o servidor não responde a processo administrativo disciplinar, possuía histórico funcional regular e vinha desempenhando suas funções de gestão sem registros de condutas incompatíveis com o cargo ou indicativos de instabilidade de ordem pessoal ou emocional.
A Secretaria lamenta profundamente que mais uma mulher tenha sido vítima de feminicídio e se solidariza com os familiares neste momento de dor. A Seap destaca ainda, que repudia de forma veemente todo e qualquer tipo de violência contra a mulher e ressalta que desenvolve, de maneira contínua, diversas ações voltadas à valorização, proteção e respeito às mulheres, não apenas durante o mês de março, mas ao longo de todo o ano."
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