O penúltimo dia oficial do carnaval de Salvador, segunda-feira (16), consolidou um aumento expressivo na procura por testagens de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) nos circuitos da folia.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Salvador, na capital baiana, houve alta de 68% no número de exames realizados até segunda, na comparação com o mesmo período de 2025.
Também cresceu o número de pessoas que buscaram os postos: 1.976 usuários em 2026, contra 1.176 em 2025, um aumento de aproximadamente 68% na adesão ao serviço.
Em todo o estado, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab), o crescimento foi ainda maior: 102% de aumento no número de exames realizados, passando de 14.607 testes em 2025 para 29.479 em 2026.
Veja abaixo o comparativo 2025 x 2026 em Salvador:
- Testes realizados em 2026: 7.904
- Testes realizados em 2025: 4.704
- Aumento: 68%
Resultados positivos em 2026:
- Sífilis: 243 casos
- HIV: 25 casos
- Hepatite B: 7 casos
- Hepatite C: 13 casos
- Total de diagnósticos positivos: 288 pessoas
De acordo com a SMS, todas as pessoas que foram diagnosticadas receberam orientações imediatas. Algumas delas iniciaram o tratamento e outras foram encaminhadas para acompanhamento na rede municipal.
Veja abaixo dados de testagens divulgados pela Sesab:
- Testes realizados em 2025: 14.607
- Testes realizados em 2026: 29.479
- Aumento: 102%
Resultados positivos em 2026:
- Total: 564 testes reagentes
- HIV: 40
- Hepatite B: 9
- Hepatite C: 24
- Sífilis: 491
A secretaria informou que houve um aumento de 54,9% no número de positivos.
O que são as ISTs?
As Infecções Sexualmente Transmissíveis são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. São transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha masculina ou feminina, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação.
O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissão dessas infecções. O atendimento e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS.
A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas.
Sinais e sintomas
As ISTS podem se manifestar por meio de feridas, corrimentos e verrugas anogenitais, entre outros possíveis sintomas, como dor pélvica, ardência ao urinar, lesões de pele e aumento de ínguas. São alguns exemplos de IST:
- Herpes genital;
- Sífilis;
- Gonorreia;
- Tricomoníase;
- Infecção pelo HIV;
- Infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV);
- Hepatites virais B e C.
As IST aparecem, principalmente, no órgão genital, mas podem surgir também em outras partes do corpo (ex.: palma das mãos, olhos, língua). Algumas delas podem não apresentar sinais e sintomas, e se não forem diagnosticadas e tratadas, podem levar a graves complicações, como infertilidade, câncer ou até morte.
Por isso, é importante fazer exames laboratoriais para verificar se houve contato com alguma pessoa infectada, após ter relação sexual desprotegida.
Testagem e tratamento
Descobrir infecções sexualmente transmissíveis no início é fundamental para garantir a sua saúde e a das suas parcerias (os). Mas como saber se está infectado? E o que fazer depois?
Faça o teste:
Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) em seu município ou um Centro de Testagem e Aconselhamento para fazer os testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C. O SUS disponibiliza gratuitamente estes exames e o resultado fica pronto em até 30 minutos.
Deu positivo no teste?
Você sabia que a maioria das ISTs tem tratamento e cura? Após o diagnóstico, o profissional de saúde indicará o tratamento baseado em protocolos clínicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, garantindo melhora na qualidade de vida das pessoas e interrompendo a cadeia de transmissão dessas infecções.
A depender do tipo da Infecção, o tratamento é ofertado nas próprias Unidades Básicas de Saúde ou o paciente pode ser encaminhado para um serviço de atenção especializada.
Foco na prevenção
Os métodos de prevenção às ISTs podem ser escolhidos a partir das demandas pessoais. É recomendado o uso de preservativos e gel lubrificante e a realização regular de testes rápidos.
Além disso, há disponibilidade de Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP) ao HIV, vacinação contra HPV e Hepatite B, além do tratamento e acompanhamento de gestantes infectadas, evitando transmitir as doenças para o bebê, entre outras ações. Vale lembrar que todos os métodos estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
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