Um funcionário do Conjunto Penal de Eunápolis, no extremo sul da Bahia, foi atingido por disparos de arma de fogo, enquanto dirigia, nas proximidades da unidade prisional, na noite desta terça-feira, 20. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), a suspeita inicial aponta que o atentado teria como alvo o diretor da unidade, o policial penal Jorge Magno Alves.
Ainda segundo a Seap, o homem é um trabalhador terceirizado da empresa Reviver, que atua como motorista. Ele foi socorrido para o Hospital de Eunápolis, onde se encontra em estado gravíssimo. O carro ocupado pelas vítimas ficou crivado de balas e assustou a população local.
A Polícia Civil já iniciou as apurações e está realizando investigações em campo para identificar e prender os autores do crime.
Jorge Magno Alves Pinto foi nomeado como novo diretor do Conjunto Penal de Eunápolis, em janeiro deste ano. Ele assume o lugar de Joneuma Silva Neres, que foi exonerada após ficar dias afastada por causa de uma intervenção administrativa da Seap no local.
A decisão da Seap em assumir o Conjunto Penal ocorreu ainda em dezembro após a fuga de 16 detentos da unidade com a ajuda de um grupo armado, que invadiu a unidade e trocou tiros com os agentes de segurança. Enquanto isso, os presos perfuraram o teto de uma cela e usaram uma corda improvisada para pular o muro.
Por volta das 23h, do dia 12 de dezembro de 2024, criminosos armados invadiram o Conjunto Penal e libertaram 16 detentos.
Os fugitivos estavam no pavilhão B do Conjunto Penal e usaram uma "teresa" - tipo de corda artesanal formada por lençóis - para fugir pela lateral do alambrado. O momento foi registrado pelas câmeras de segurança internas do presídio. No vídeo, é possível ver o momento em que os bandidos e os presidiários correm pela parte externa da penitenciária para emendar fuga.
Um acampamento improvisado que pode ter sido utilizado por um dos 16 detentos foi localizado pela Polícia Civil há uma semana após a fuga. Durante a ação, os policiais encontraram uma barraca, colchonetes e cobertores, indicando que o local foi utilizado recentemente. Apesar das evidências, o foragido não foi encontrado. Conforme a PC, todo o material localizado no acampamento foi destruído para impedir sua reutilização.
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