Com o aumento da violência e a pressão sobre os agentes de segurança, a saúde mental da Polícia Militar da Bahia (PM-BA) se tornou uma prioridade. O Departamento de Promoção Social (DPS) da corporação tem desenvolvido estratégias para apoiar os policiais e suas famílias, garantindo que eles se sintam valorizados e preparados para enfrentar os desafios diários.
Em entrevista ao site, o coronel César Albuquerque, diretor do DPS, e a capitã Larissa de Assis Santos, coordenadora de assistência psicológica, explicaram como o departamento atua para preservar o bem-estar mental dos policiais, especialmente em um contexto de violência crescente nas ruas.
O coronel destaca que a importância do núcleo de apoio é consolidada desde a sua fundação, em 1975, e, agora em 2025, com a Polícia Militar da Bahia completando 200 anos, o DPS reforça seu papel no cuidado da saúde mental de seus agentes.
“Nós atendemos a diversas demandas da nossa tropa, como regulação, acompanhamento de policiais internados, apoio emocional para familiares e, até mesmo, em momentos difíceis como o falecimento de um colega. Oferecemos todo o suporte necessário, inclusive no apoio psicológico para os velórios”, explica o coronel.
Além do apoio psicológico, a fé também é um recurso oferecido, com amparo religioso em diferentes segmentos.
“Temos a parte social, a psicologia e também combatemos a intolerância religiosa e racial. Trabalhamos ativamente pela igualdade racial, com a Ronda Unida, e pela conscientização sobre intolerância religiosa”, detalha o coronel.
O suporte psicológico também se estende aos policiais envolvidos em situações traumáticas, como ocorrências com vítimas fatais, sejam elas de acusados ou agentes da corporação. A partir de março, um novo serviço será lançado, focado nesse público.
“O serviço irá atender policiais envolvidos em ocorrências em que o resultado é a morte, seja de criminosos ou até de colegas de farda. Esse apoio psicológico será iniciado após o carnaval”, explica o coronel.
De acordo com ele, policiais que recebem esse apoio psicológico se sentem mais valorizados e empenhados, resultando em um trabalho mais satisfatório e eficaz.
“A valorização do policial, mais do que o salário, é o que realmente motiva. Quando se sente reconhecido e bem cuidado, o policial se dedica ainda mais ao seu trabalho”, afirma o coronel.
A Capitã Larissa explica como o departamento oferece suporte aos policiais. “Oferecemos atendimento clínico com psicólogos civis e militares, tanto para os policiais quanto para seus familiares. Porque a gente entende que o policial militar também é impactado por questões da família, ou a família também é impactada por questões trazidas pelos policiais militares. Então, a gente também faz esse acompanhamento da família”, esclarece.
A iniciativa também tem alcançado o interior do estado, com crescente demanda por parte das unidades no interior da Bahia.
“O interior tem pedido nossos serviços para ajudar a potencializar esses resultados. Já estamos agendando viagens para cidades como Barreiras, além dos 10 grandes comandos nas cidades mais populosas”, conta o coronel.
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