O senador Angelo Coronel (PSD) fez um discurso surpreendente no 8º Encontro de Prefeitos da Bahia, ontem. Prestes a deixar o grupo de Jerônimo Rodrigues (PT) e migrar para a base de ACM Neto (União Brasil), o senador se posicionou contra a Polícia Federal, à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
"Estamos travando uma briga grande, como o Poder Judiciário, em especial o Supremo Tribunal Federal, para liberar as emendas no Brasil", declarou. "Falei ontem com a equipe econômica do governo, que perguntou se eu iria colocar para votar agora em fevereiro. Eu falei: 'depende, se tiver um acordo para liberar as emendas, principalmente na Bahia'. Se não tiver acordo para liberar as emendas, o orçamento fica na gaveta", ressaltou.
O parlamentar afirmou que a decisão não é "bravata" e nem "arrogância". "Eu tenho que proteger, atender os deputados federais, que vivem todo dia perguntando quando é que vai votar", ressaltou.
Se dirigindo a Jerônimo, que também estava no evento, Coronel pediu para que o Governo da Bahia faça pressão para que o Governo Lula libere recursos. "É preciso que a gente faça pressão porque se não termina não sendo contemplado. Eu tenho certeza de que o governo da Bahia precisa de recursos para fazer frente aos seus programas. É importante não só atender aos municípios".
Coronel também fez um discurso contra a Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU) operações contra prefeitos. "Chega de manhã, carro preto, aquela águia dourada, CGU com aquelas sacolas nas pretas, entra numa prefeitura, via uma denúncia. Quando chega na cidade, um carro da Federal ou da CGU, o prefeito já está condenado. Já começa a oposição e dizem em sina: 'Você viu? O prefeito foi flagrado roubando'. Quando você prova que é inocente, quem acusou o prefeito não tem nenhuma denúncia, não tem nenhuma sanção", ressaltou.
Angelo Coronel está irritado com o grupo de Jerônimo diante da possibilidade de ser limado da chapa majoritária ao Senado, uma vez que Jaques Wagner e Rui Costa devem ocupar as duas vagas principais. O pessedista se recusa a ficar com a vice e ameaça lançar uma candidatura independente - ou até mesmo migrar para o grupo do ex-prefeito ACM Neto.
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