O Bispo Zadoque, segundo acusado preso por participação na morte da pastora Sara Mariano, confessou o crime ao ser ouvido nesta quarta-feira, 15, na 25ª DT/Dias D’Ávila, segundo informações passadas ao site pelo advogado Carlos Augusto Vaz.
Carlos é advogado de defesa do terceiro suspeito preso e ouvido também nesta quarta, o motorista Gideão Duarte, que teria levado Sara a suposta agenda no dia em que desapareceu. A informação de que o bispo confessou o crime foi passada pelo advogado, mas ainda não foi confirmada pela Polícia Civil.
Ambos os acusados tiveram os mandados de prisão cumpridos na Região Metropolitana de Salvador (RMS) por equipes da 25ª DT/Dias D’Ávila. Segundo a Polícia Civil, eles participaram da logística e da execução do homicídio.
“As investigações apontam que o ex-marido da vítima deu valores em dinheiro para os autores e promoções artísticas para o suposto líder religioso. As investigações continuam, para individualizar as condutas dos envolvidos e identificar a possibilidade de mais participações. Laudos periciais são aguardados para complementar a apuração do caso", informou o delegado Euvaldo Costa, responsável pelas investigações.
Conforme já adiantado pelo site em primeira mão, mais duas pessoas devem ser presas a qualquer momento por também participarem da execução da pastora.
Relembre o caso
A pastora Sara Mariano foi vista pela última vez com vida na noite do dia 24 de outubro, ao deixar a casa da família. Na época, Ederlan Mariano chegou a registrar o boletim de ocorrência pelo desaparecimento da esposa, e afirmou que ela tinha saído com destino a eventos religiosos, mas alegou não saber quais.
Três dias após o desaparecimento, no dia 27 de outubro, o corpo dela foi encontrado carbonizado, em uma área de mata às margens da BA-093, na região de Dias D'Ávila, cidade da Região Metropolitana de Salvador.
O marido da cantora, Ederlan Santos Mariano foi preso na madrugada do dia 28 de outubro, após confessar ter cometido o crime. O corpo de Sara Mariano foi sepultado no dia 30 de outubro, em Salvador, sob forte comoção de amigos e familiares.
Já no dia 1º de novembro, Ederlan foi transferido para o Complexo Penitenciário da Mata Escura, onde segue preso por prisão temporária de 30 dias.
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