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XXII Encontro de Corais do Recôncavo Baiano será realizado em Santo Amaro da Purificação e São Francisco do Conde

Encontro acontece dos dias 16 a 19 de novembro, em ambas das cidades.

14/11/2023 10h53
Por: Karoliny Dias Fonte: Boca de Forno News
Robert Alexandre, produtor cultural - Foto: Boca de Forno News
Robert Alexandre, produtor cultural - Foto: Boca de Forno News

Robert Alexandre, produtor cultural, esteve no programa Rádio Total da Santo Amaro FM e Paraguaçu FM, falando sobre XXII Encontro de Corais do Recôncavo Baiano, que será realizado nos dias 16 a 19 de novembro, nas cidades de Santo Amaro da Purificação e São Francisco do Conde. O Encontro é um festival musical que reúne corais nacionais e internacionais visando promover o intercâmbio, valorização, fortalecimento e fomento do canto coral no Brasil, dialogando com diversas expressões artísticas e culturais, mostrando o poder da música como forma de transformação social. “Após tantas tragédias, poder falar de cultura e de arte é levar transformação social, alívio e acalento ao nosso povo. É muito bom”, disse.

Conforme Robert, são 22 edições do evento e há 16 anos ele acontece na cidade de Santo Amaro. “É um prazer, uma honra estamos nessa cidade tão cultural e estarmos levando o fortalecimento do canto/coral a todo o canto. Estamos no Recôncavo, mas esse encontro é a nível internacional e já recebemos corais de outros países. Esse ano temos corais participando com a gente como todos os anos. Tivemos edições com mais de 70 corais”, disse.

Nessa edição, foi preciso reduzir a quantidade de corais por causa do período pós-pandemia. “Estamos retomando nossas atividades, mas continuamos fortalecendo o canto/coral no nosso estado. Hoje somos o maior encontro de corais que existe no estado da Bahia. A comunidade está à espera dele e sempre lotamos a praça”. São mais de 30 corais que participarão desse evento, “cantando e encantando em vários pontos da cidade”.

Esse ano os corais serão apenas nacionais, não virão corais de outros países. “No passado tivemos corais africanos, de Portugal, da Argentina. Foram ao todo quatro países que já fizeram parte desse encontro. Esse ano teremos corais de Sergipe, Rio Grande do Norte. Em 2025 pretendemos fazer um encontro ainda maior. Nossa ideia é que possamos potencializa-lo no exterior”.

Robert lembra que quando se fala em coral se pensa apenas em músicas natalinas em dezembro. “O trabalho do canto/coral não é só dezembro, é o ano todo. Hoje os corais se modernizaram, não é apenas o coral de igreja. Hoje o coral é uma linguagem artística dentro do mundo. Só no Brasil temos mais de cinco mil corais, isso falando por alto. Só na Bahia, baseado em nosso mapeamento, são mais de 300 corais com atividades contínuas. Tem o momento de Natal, mas eles trabalham com músicas populares, performáticos, cada um com o seu trabalho. hoje eles não trabalham apenas com o canto, mas também com o corpo no elemento artístico”.

Esse encontro, ressalta ainda Robert, faz com que as pessoas conheçam o trabalho do canto/coral e vejam quais são as suas vertentes. “Nós difundimos o canto/coral e as pessoas começam a conhece-lo também. Isso é muito bacana”.

Apresentações

Esse ano haverá apresentações no meio da feira livre da cidade. “Isso é inédito. Por ser um dia de sábado e onde tem uma movimentação grande de pessoas pensamos em fazer lá. As pessoas poderão fazer suas compras ouvindo músicas do canto/coral”.

Eles estarão ainda no abrigo dos idosos e APAE durante o dia, levando um pouco de música para essas pessoas, dando acessibilidade. Estarão ainda a partir das 16h todos os dias com os artesãos e produtores da região, levando sua produção de economia criativa para a comercialização. “Teremos ainda o projeto da Maniçoba Poética no domingo, com maniçoba de graça na praça a partir das 16h. Quem estiver lá vai poder ouvir poesia comendo maniçoba. E, finalizando, teremos um grande samba de roda na praça, no domingo a noite. Todos estão convidados. Acompanhem a programação que começa na quinta-feira, em São Francisco do Conde, até o último dia com corais para abrilhantar esse encontro”, ressalta,

O apoio é das Prefeituras de Santo Amaro da Purificação e São Francisco do Conde, as emissoras de TV que acompanharão o encontro e a imprensa que tem dado apoio.

Logística

Sobre a logística, a cidade de Santo Amaro tem apenas três hotéis, o que dificulta que todas as pessoas consigam se hospedar nela.

“Quem pega primeiros seus quartos ficam na cidade, que não consegue infelizmente tem que ir para a capital. Alguns corais já pegaram seus quartos. O encontro é organizado antes para que os corais se estruturem. Ainda não conseguimos um patrocínio que banque eles e por isso cada um tem que bancar o seu. Alimentação, hospedagem, tudo é com o coral. Eles participam mais por causa da questão do intercâmbio, conhecer um novo mundo e trocar experiência. É muito difícil conseguir ir a outros eventos. E se eles vêm é porque o evento tem credibilidade”.

Coral de Santo Amaro

O Coral de Santo Amaro se chama Coral Juventude e Arte do Recôncavo. Ele tem mais de 50 pessoas envolvida no trabalho direta e indiretamente. Em palco, são 27 pessoas. “Mas temos figurinistas, produção, técnico de som, apoio, equipe de comunicação. É um universo amplo dentro do projeto e no processo da criação do contexto artístico. Indiretamente, impacta nas famílias dessas pessoas que se envolvem no projeto. Dá apoio, suporte aos jovens que fazem parte dele. É uma família. A arte une e transforma as pessoas com a convivência em forma de família”, fala.  

São 23 anos de coral. “23 anos de muita história e muita luta”, diz Robert. Isso porque falar dele é falar de resistência e persistência. “Não é fácil manter uma atividade como essa é um meio em que o canto/coral não é tão fomentado. Ainda não temos tanto apoio e suporte. Mas recebemos um carinho surreal da comunidade. Isso dinheiro nenhum paga”.

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