O cuidado com a saúde da população negra foi uma das pautas do Conselho Nacional de Saúde (CNS), durante reunião ordinária, que acontece nesta quarta-feira (18), em Salvador. Um dos destaques foi a oferta de assistência integral, bem como a produção de conhecimento no Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme, que foi entregue este ano pelo Governo da Bahia.
“Além de pioneiro no Brasil, a construção desse Centro é emblemática, pois a Bahia tem grande incidência da doença, considerando que mais de 70% da sua população é composta por negros”, enfatiza a secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, que participou da mesa de abertura da reunião do CNS, ao lado do presidente nacional do conselho, Fernando Pigatto, e do presidente do Conselho Estadual de Saúde da Bahia, Marcos Sampaio.
A Doença Falciforme é uma das condições genéticas e hereditárias mais comuns no mundo e é mais prevalente na população negra. Só na Bahia, estima-se que 30 mil pessoas possuam a condição, que provoca anemia crônica e episódios frequentes de dor severa, decorrentes da má circulação sanguínea.
A gestão do Centro Estadual é realizada pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Estado da Bahia (Hemoba), que é referência no atendimento a pacientes com doença falciforme, acompanhando cerca de 5 mil pessoas na capital e no interior, além de ser responsável pela assistência transfusional e farmacêutica, incluindo a dispensação de medicamentos.
Outra pauta do CNS foi o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama. Novamente a Bahia é referência nacional, tendo realizado na última década mais de 3,3 milhões de exames de mamografia. “Ao longo do ano, somente as unidades estaduais fizeram 177 mil mamografias, sendo ofertados apenas em outubro mais de 24 mil exames”, pontua Roberta Santana.
De acordo com o presidente do CNS, o conselho pretende descentralizar as discussões das reuniões ordinárias para além do Distrito Federal e chegar a outros estados brasileiros, tendo iniciado pela Bahia.
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