Líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT) garantiu que a tendência que o presidente Lula (PT) entregue o Ministério do Desenvolvimento Social para o centrão é quase zero. A pasta causa cobiça nos partidos do grupo, mas é muito importante para o Planalto porque é responsável pelo Bolsa Família.
"Acho que essa expectativa tende a zero. Isso aí não é um problema meu, mas a entrega de um ministério que tem a cara dele para um partido que não esteja, vamos dizer, que tenha mais história com a gente", disse o senador.
"Esse é o problema, também atiravam na Saúde, agora no Wellington [Dias], quem será o próximo?", continuou.
Lula e o centrão negociam mais espaço na Esplanada em troca de apoio nas votações de interesse do governo no Congresso Nacional. Por enquanto, Republicanos e Progressistas são as principais siglas envolvidas nas negociações. Os possíveis nomes para assumir algum ministério são os deputados federais André Fufuca (PP-MA) e Silvio Costa Filho (Republicanos-PE).
O centrão chegou a tentar negociar o Ministério da Saúde, comandado por Nísia Trindade. Lula, no entanto, já rechaçou publicamente a possibilidade de ceder tanto a Saúde quanto a pasta de Desenvolvimento Social, do ministro Wellington Dias.
"Esse ministério é um ministério meu. Esse ministério não sai. A Saúde não sai. Não é o partido que quer vir para o governo que pede ministério. É o governo que oferece o ministério", disse o presidente em entrevista à TV Record.
"É só fazer uma inversão de valores. No momento certo, nós vamos conversar da forma mais tranquila possível. Não quero conversa escondida, conversa secreta. Na hora que voltar Congresso Nacional, que for juntar os líderes dos partidos que vou conversar, toda a imprensa vai ficar sabendo o que que eu conversei com cada um, o que foi ofertado para a participação do governo e o que o governo quer estabelecer de relação com o Congresso até o final do mandato", completou.
A pasta de Wellington Dias tem um dos maiores orçamentos da Esplanada: R$ 276 bilhões, maior do que Saúde e Educação. Apesar disso, o ministério vem sendo alvo de críticas no Planalto. Os motivos são a ainda discreta quantidade de pautas positivas para o governo e o fato de ter travado a liberação de emendas.
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