O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou a Caixa Econômica Federal, de forma política, na tentativa de se reeleger no pleito eleitoral de 2022. Durante o período eleitoral, o ex-mandatário do país aplicou um calote bilionário na instituição financeira. Na oportunidade, ele criou duas linhas de crédito e liberou R$ 10,6 bilhões para 6,8 milhões de pessoas negativadas. As informações são do portal UOL, divulgada nesta segunda-feira (29).
Conforme apurações do site, as manobras de Bolsonaro expuseram a instituição a um nível de risco inédito. Para amenizar o rombo, parte do dinheiro emprestado à população será restituído através do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), estima-se que seja necessário usar R$ 1,8 bilhão dos recursos do fundo e ainda outros R$ 600 milhões tenham que ser complementados pela Caixa.
A liberação de crédito, contudo, só foi interrompida após as denúncias de assédio sexual praticados pelo então presidente da instituição, Pedro Guimarães, serem expostas. Sem Guimarães no comando, os técnicos da Caixa interromperam a liberação de empréstimos para negativados.
Além disso, a aventura eleitoral também custou a queima de reservas da Caixa. Mais tarde, ao não se reeleger e viajar para os Estados Unidos por três meses, de 30 de dezembro a 30 de março deste ano, Bolsonaro e assessores promoveram um novo recorde no uso das verbas públicas.
As despesas de Bolsonaro com seguranças e equipe chegaram a R$ 902,6 mil, as mais altas entre os ex-presidentes da República em 2023, grande parte em diárias de viagem. No mesmo período, todos os outros seis ex-presidentes gastaram R$ 1,1 milhão, somados.
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