Após afirmar que quantias em dinheiro vivo transferidas pelo ex-ajudante de ordens, Mauro Cid, para a família de Jair Bolsonaro (PL) eram “pífias”, a defesa do ex-presidente alegou que Michelle Bolsonaro (PL) utilizava o cartão de crédito de uma amiga porque o marido é “pão-duro”.
A declaração é do o ex-secretário-executivo do Ministério das Comunicações e atual advogado da família Bolsonaro, Fabio Wajngarten, ao ser questionado por jornalistas sobre o motivo da primeira-dama recorrer à amiga e não ao marido. “Resposta da dona MIchelle pra mim há meia hora: meu marido sempre foi muito pão-duro”, disse ele.
“Amiga, confidente de longa data, Rosemary oferece a ela um cartão adicional da Caixa e ela aceita em setembro de 2011. Como funcionava: a dona Michelle fazia pequenas compras e reembolsava mês a mês a Rosemary. Quando chegava a fatura, a Rosemary dizia: ‘o cartão adicional deu mil, dois mil, 300, 800…”, relatou o advogado.
Apesar da resposta a respeito da estratégia de Michelle para “driblar” Bolsonaro, Wajngarten afirmou que o ex-presidente pagava as faturas e justificou como questões normais de casal. “É o constrangimento do homem e mulher, deixa eu pagar, não deixa eu pagar… Normal”, disse ele, destacando que “o cartão corporativo do presidente da República jamais foi utilizado pra pagamento de qualquer custo, qualquer conta”.
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