Com o presidente da Câmara, a conversa teria sido pessoalmente, de forma a para ‘aparar as arestas ‘ e evitar ruídos. O jantar foi marcado de último minuto, e ocorreu fora da agenda das autoridades na casa do ministro Paulo Pimenta (Secom), no lago Norte, reunião nobre de Brasília.
Além do próprio Pimenta, também participaram os ministros Rui Costa (Casa Civil) e Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais). O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também compareceu.
O evento começou por volta das 20h. Pouco antes das 23h Lula, Guimarães e Padilha deixaram o local separadamente.
Na última segunda-feira (6), Lira disse a empresários, conforme a Folha de São Paulo, que Lula precisa de tempo para se estabilizar internamente, organizar uma base parlamentar e encontrar um rumo para tocar suas pautas na área econômica no Congresso. Ele participou de encontro com o conselho político e social da Associação Comercial de São Paulo.
O presidente da Câmara disse ainda que o petista foi eleito democraticamente, mas com uma margem mínima de votos, e que o governo não tem apoio no Legislativo nem para aprovar leis por maioria simples, muito menos para avançar em matérias constitucionais, como é o caso da reforma tributária.
“Temos um governo que foi eleito com margem de votos mínima e que precisa entender que temos Banco Central independente, agências reguladoras, Lei das Estatais e um Congresso com atribuições mais amplas”, afirmou Lira, indicando que Lula terá dificuldade para rever qualquer um desses temas.
Até o momento o petista tem apoio de 223 parlamentares que integram partidos aliados, menos da metade do total de deputados da Casa. São da oposição 102 deputados e 188 se declaram independentes, entre eles parlamentares da União Brasil—que indicou três nomes para o ministério de Lula.
Com isso, membros do governo evitam projetar sobre o tamanho da base de apoio que terá no Congresso Nacional e trabalham para atrair legendas e parlamentares.
A montagem da base envolve a negociação com grupo de parlamentares de partidos que não são formalmente aliados, principalmente do Centrão. Segundo relatos, há uma potencial bancada paralela pró-petista em torno de 70 deputados e 10 senadores.
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