O acirramento da polarização evidenciado nas recentes pesquisas eleitorais para presidente anima as campanhas de aliados de Bolsonaro na reta final de campanha nos estados. E na Bahia não é diferente. Apesar da expressiva liderança de Lula (PT), alguns institutos revelam diminuição da distância em relação a Bolsonaro.
Nesta sexta-feira, 23, a campanha de João Roma comemorou o resultado da pesquisa Brasmarket, que aponta Bolsonaro com 44,9% dos votos, contra 31% de Lula. “As pesquisas começam a se ajustar à realidade. O resultado do Brasmarket de hoje já apresenta o presidente Bolsonaro com grande vantagem sobre Lula, sinalizando a vitória no primeiro turno”, comentou o candidato a governador da Bahia pelo PL.
Na última rodada da pesquisa AtlasIntel/ A TARDE, o cenário mostra ACM Neto (União Brasil) ainda rivalizando com Jerônimo Rodrigues (PT) e sinaliza perda de votos de Roma para o ex-prefeito de Salvador. E justamente para estancar qualquer movimento de migração de voto útil, a campanha de Roma deve intensificar a polarização para tentar reproduzir na Bahia, no segundo turno, a disputa nacional entre Lula e Bolsonaro.
“O eleitor de Bolsonaro não vai querer dois candidatos contra o presidente disputando o segundo turno na Bahia. O eleitor baiano de Bolsonaro não vai cometer o erro de trocar o candidato do presidente pelo oficioso de Lula. Isso não é voto útil. É atestado de insanidade”, dispara João Roma.
Reforçar a associação entre Roma e Bolsonaro e deixar claro que o ex-ministro é o único candidato do presidente na Bahia é o foco principal da reta final de campanha. E os candidatos que apoiam a chapa estão engajados nessa missão. O coronel Sturaro, candidato a deputado estadual, reforça esse discurso.
“O candidato João Roma, não é apenas o representante do Presidente Bolsonaro na Bahia, é o legítimo representante, como se diz ele é puro sangue, não deve haver uma única possibilidade de um apoiador do Presidente não votar em Roma para o nosso Governo”, diz Sturaro, que condena o voto útil.
“Aforça da liderança do Presidente é refletida na imagem de Roma, não se pode deixar iludir que para se evitar um mal indesejado nessa eleição se deva votar de acordo com dados de pesquisa, existe uma disputa entre apenas duas filosofias, 22 × 13, não existe meio termo”.
E para levar essa mensagem e tentar reverter as intenções de voto de ACM Neto, que desde o início da campanha se mantém neutro em relação à polarização, as estratégias já estão traçadas. O deputado estadual Capitão Alden, candidato à Câmara Federal, convoca os apoiadores de Bolsonaro para uma batalha.
“Acredito que cada vez mais a polarização vem firmando João Roma como representante de Bolsonaro. Temos orientado a militância a assumir isso como uma guerra espiritual”, explica o parlamentar, que também apela para os riscos de uma derrota nas urnas.
“Se não conseguirmos eleger Roma e reeleger Bolsonaro a perda vai ser muito grande”, diz ele, usando exemplos de países vizinhos, como Cuba e Venezuela, argumento recorrente entre os apoiadores do presidente.
Para Alden, a resposta da militância nas ruas demonstra que é possível criar uma onda capaz de levar Roma ao segundo turno, mesmo faltando poucos dias para a votação. “Antes tava meio morno, mas nessa reta final tenho sentido, não só nas redes, mas por onde a gente passa, uma mobilização muito grande”.
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