A autodeclaração racial do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto continua dando o que falar. Em entrevista à TV Bahia, o candidato ao governo do estado pelo União Brasil voltou a se afirmar a condição de pardo, despertando o repúdio de alguns militantes do movimento antiracismo.
Para o secretário de Combate ao Racismo do PT, Ademário Costa, o ex-prefeito de Salvador demostrou desrespeito, desconhecimento e fez uma apropriação indevida do direito da população negra para obter vantagens.
Segundo Ademário, “ACM Neto ignora o que significa a heteroidentificação, que, segundo o IBGE, é a identificação de características fenotípicas, físicas, da etnia. Pelo jeito, ele não sabe e desconhece também o Estatuto da Igualdade Racial. Ser pardo significa ser de origem preta ou indígena, o que não é o caso dele, pois não se trata de comparar tonalidade da pele, mas de pertencimento étnico-racial, ou seja, ser da mesma descendência”, explicou o secretário, que também é cientista social.
O secretário também comentou a afirmação de ACM Neto de que sofre preconceito ao questionarem sua identidade como pardo.
“Não existe preconceito reverso, como quer implicar ele. Como é que uma pessoa antes de terminar a faculdade já era, seu primeiro emprego dado pelo avô, chefe de gabinete na Secretaria Estadual de Educação Bahia, e logo em seguida, no segundo emprego, já era deputado federal, se apresenta como homem negro e se diz sofrer preconceito racial? Isso não existe! Quantos negros nos Brasil tiveram esses privilégios? Por que? Porque ACM Neto não é negro. Ser negro não é apenas cor de pele, muito menos sentimento. É seu lugar na estrutura social", declarou Ademário.
O ex-prefeito de Salvador alegou que o governador Rui Costa também se declara pardo, ao que Ademário respondeu de forma contextualizada. “Há uma diferença óbvia. Rui Costa é de filho de uma mulher negra da Liberdade, bairro de maioria negra em Salvador. São pessoas e trajetórias completamente opostas”, disparou o secretário.
Por fim, Ademário ainda destacou que “ACM Neto não respeita a história de luta do nosso povo por inclusão e reparação. O direito às cotas raciais é exclusivo dos negros e indígenas e ele usurpou para unicamente garantir mais verba do fundo eleitoral para a sua campanha. Seu DNA de coronel e senhorzinho está estampado na sua pele. Esse é o candidato que quer governar o estado mais negro do Brasil? Usurpando nossas conquistas?”.
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