“Quem procura osso é cachorro”. A fome bolsonarista humilha a população - Jornalistas Livres
Segundo dados estatísticos, mais de 36,7% (IBGE) dos brasileiros não conseguem fazer as refeições básicas do dia. Café da manhã, almoço e jantar saíram da pauta destes desvalidos.
Estes “indigentes” engrossam a cada dia, a fila para receber pedaços de ossos com retalhos de carne que são distribuídos por açougues, às vezes três dias na semana. Os brasileiros desamparados não têm acesso a uma alimentação habitual e de qualidade no mínimo razoável.
"Tem gente que pega e já come cru, ali mesmo", se emociona Samara Rodrigues de Oliveira, dona de um dos açougues de Cuiabá.
Conforme relatam alguns moradores, o número de pessoas que frequentam estas filas está aumentando vertiginosamente, dando volta no quarteirão.
A maioria dos brasileiros tem a fome como uma situação permanente de forma que, a cada manhã, ele só tem a certeza de que vai ser muito difícil se alimentar, uma necessidade básica do ser humano. Já alguns “vivem até sem oxigênio”. À noite é um grande pesadelo. Não sabem se terão algo para matar sua fome no próximo dia.
Aliado ao descaso e à má administração do governo federal, veio a pandemia para agravar mais ainda a situação já caótica pela qual passa esta parcela de brasileiros.
Os principais fatores de crescimento deste quadro doloroso são: aumento do desemprego que, em consequência, amplia a extrema pobreza; alta dos preços dos combustíveis e dos alimentos básicos; auxílio emergencial ínfimo, entre outros fatores.
Como bem diz Caetano Veloso, cantor e compositor baiano, em uma de suas canções, “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”. Não se sabe quando os abastados políticos brasileiros vão entender isso.
“Gente é pra brilhar, não pra morrer de fome. Gente deste planeta do céu de anil. Gente, não entendo gente nada nos viu. Gente espelho de estrelas, reflexo do esplendor. Se as estrelas são tantas, só mesmo o amor”. (Caetano Veloso)
Por Alberto Peixoto
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