Pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) chamou de “vergonha” ontem a ação judicial de deputados do PT contra o ex-juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. Moro hoje é filiado ao União Brasil, partido o qual Neto é secretário-geral.
“A ação é uma vergonha. Uma coisa inaceitável. Eu sei que isso não vai prosperar. É um absurdo. Inclusive, traria um ambiente de insegurança para a decisão de juízes no país inteiro. É uma vergonha, quer se reescrever a história”, declarou o ex-prefeito soteropolitano, na sabatina do Uol/Folha de S. Paulo.
Os parlamentares petistas querem que Moro ressarça os cofres públicos por prejuízos causados à Petrobras e à economia brasileira. A ação judicial foi apresentada no dia 27 e enviada à 2ª Vara Federal Cível de Brasília. Os petistas não estipularam o valor da indenização a ser pago em caso de condenação.
Ainda na sabatina ontem, ACM Neto descartou subir em palanques de presidenciáveis, quando estes fizerem atos na campanha eleitoral na Bahia. "Ninguém iria compreender e seria uma coisa absolutamente incoerente da minha parte ao mesmo tempo ir e, em um só campanha, estar no palanque de Lula, de Bolsonaro, de Ciro, de Bivar. Essa hipótese não existe (...) Eu não vou estar em nenhum palanque. Não posso estar em nenhum palanque. Seria uma coisa absolutamente incoerente", disse ele.
Neto disse que vai seguir disputa eleitoral com palanque aberto no estado. "Meu padrinho político é o povo baiano", ressaltou ACM Neto ao negar aproximação com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Enquanto os outros pré-candidatos falam mais dos seus padrinhos políticos que de si mesmos e dos seus projetos, eu reafirmo: meu padrinho político é o povo baiano. Tenho uma posição muito clara, eu vou focar nas eleições da Bahia. O que está no debate é o futuro do nosso estado", salientou.
"Hoje, tenho um arco de alianças que conta com o Solidariedade, que apoia o ex-presidente Lula na disputa nacional, com o Republicanos, que vai apoiar a reeleição do presidente Jair Bolsonaro e com o PDT, que tem o nome de Ciro Gomes como pré-candidato (...) E eu tenho o dever de respeitar a posição desses partidos que estão comigo. Portanto, não vamos nacionalizar a campanha", acrescentou.
Questionado sobre a polarização do pleito nacional e a tentativa dos adversários em colar Lula e Bolsonaro ao seu nome, ACM Neto enfatizou: "Aqui na Bahia tentam fazer esse pingue-pongue, me jogam de um lado para o outro. Mas a minha estratégia é dar conforto e trazer palavra de segurança ao cidadão baiano. Eu vou saber governar a Bahia com qualquer presidente escolhido pela população brasileira", disse.
Neto também disse não acreditar na hipótese de o presidente Jair Bolsonaro tentar dar um golpe no país, se perder a eleição. "Não acredito que haja espaço no país para golpe, ruptura institucional, desrespeito democrático. Quem quiser falar, pode, mas as instituições no Brasil são mais fortes", disse ele.
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