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Educação ENEM

Destaque em Redação no ENEM, jovem quer montar projeto para ajudar estudantes da rede pública

Preocupado com os danos da pandemia na educação, ele pede à Câmara "políticas firmes"

15/04/2021 06h30
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Por: Gabriel Dallas Fonte: ASCOM CMFS
Destaque em Redação no ENEM, jovem quer montar projeto para ajudar estudantes da rede pública

O jovem  Matheus de Araújo Moreira Silva, 25 anos, estudante da rede pública residente no bairro Viveiros em Feira de Santana, que sonha  formar-se em Medicina e obteve quase 980 pontos na prova de Redação do ENEM 2021, pretende montar um projeto  para atender a jovens - não apenas negros, faz questão de enfatizar -  residentes na periferia da cidade. O objetivo é ajudar alunos que necessitem melhorar a sua performance na importante disciplina. O compromisso foi feito por ele nesta quarta (14), em pronunciamento na Tribuna Livre da Câmara Municipal, onde compareceu atendendo a convite dos vereadores Pedro Cícero (Cidadania) e Petrônio Lima (Republicanos). "Espero ser símbolo de resistência destes jovens, para que lutem por vitórias", diz ele, que é natural de Antônio Cardoso, filho do pedreiro Antônio e da doméstica Raimunda, o mais velho de uma família dos seis irmãos. 

Preocupado com os danos que a  pandemia de coronavírus está causando à educação, com muitos colegas deixando de estudar, pediu à Câmara a criação de "políticas firmes"  pela reintegração desses jovens á escola. Também apelou aos vereadores gestões para que a Biblioteca Arnold Silva, da Prefeitura, que ele chama de sua "segunda casa", seja reformada. "Já fizemos (ele e outros frequentadores) muitos requerimentos, e nada. Acho absurdo Feira ter apenas uma biblioteca municipal, mesmo assim sucateada", diz ele.

Com o fechamento deste espaço público, ele tentou utilizar as instalações da Associação de Moradores do Viveiros, mas o barulho o impedia de concentrar-se, como também ocorria na  residência dos pais - um dos irmãos, inclusive, é portador de deficiências. Conseguiu então, por empréstimo, a casa de uma amiga,  que passou a ser o seu local de estudo para o ENEM.  Não havia energia elétrica, mas ele utilizava a lanterna do celular, quando a noite chegava. Estudava seis horas por dia e dava reforço escolar para outros alunos, para conseguir dinheiro de algumas despesas. "O que entrava era pouco", recorda-se. 

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