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Feira de Santana vai ganhar Centro Especializado de Reabilitação com investimento de R$ 13 milhões do Estado

Novo equipamento será voltado ao atendimento integral de pessoas com deficiências física, intelectual, auditiva e visual, além de oferecer suporte às famílias e cuidadores.

30/09/2026 10h57
Por: Karoliny Dias Fonte: Bica de Forno News

Foto: Boca de Forno News 

Feira de Santana vai ganhar um novo Centro Especializado de Reabilitação (CER), que terá investimento de R$ 13 milhões do Governo do Estado da Bahia para implantação, construção e equipamentos. O anúncio foi feito pela secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, durante a autorização para início da obra. A previsão é de que o equipamento seja concluído em um ano.

De acordo com a secretária, o novo centro vai ampliar a rede de assistência especializada para pessoas com deficiência no município e também atender pacientes de cidades da região. O equipamento será estruturado para oferecer atendimento integral às pessoas com deficiência física, intelectual, auditiva e visual. “Mais uma vez, o Estado chega com um importante equipamento de assistência à população. A gente sabe que essa é uma expansão da rede de apoio às pessoas com deficiência na Bahia. São 21 Centros Especializados de Reabilitação como esse aqui”, afirmou Roberta Santana.

Segundo ela, o equipamento de Feira de Santana terá capacidade para atender pessoas com diferentes necessidades de reabilitação, incluindo vítimas de acidentes de trânsito, pacientes que sofreram acidente vascular cerebral (AVC) e pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). “Esse centro de reabilitação representa um investimento de R$ 13 milhões do Estado e vai cuidar, de forma integral, dos quatro tipos de deficiência: física, intelectual, auditiva e visual. Pessoas vítimas de acidente de trânsito, de AVC e também os autistas poderão ser atendidos aqui, com um projeto inovador”, explicou.

A estrutura contará com atendimento de diferentes especialidades e serviços voltados à recuperação e ao desenvolvimento da autonomia dos pacientes. Entre os profissionais previstos estão neuropediatras, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas e fonoaudiólogos.

O projeto também prevê um ginásio de reabilitação com equipamentos destinados aos tratamentos físicos e motores, além de espaços adaptados para trabalhar a autonomia das pessoas com deficiência. “Teremos atendimento multiprofissional, com neuropediatra, terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia, além de toda a estrutura do ginásio de reabilitação e os equipamentos necessários para a reabilitação física e motora”, destacou a secretária.

Um dos espaços será destinado especificamente ao desenvolvimento da autonomia dos pacientes. A estrutura contará, por exemplo, com uma cozinha adaptada, que poderá ser utilizada para atividades práticas. “Vamos ter uma sala voltada para o desenvolvimento da autonomia das pessoas com deficiência, com uma cozinha adaptada. Principalmente com os autistas, será possível trabalhar o desenvolvimento da autonomia deles no dia a dia. É um projeto fantástico que temos orgulho de começar aqui em Feira de Santana”, afirmou.

Roberta Santana - Foto: Boca de Forno News 

Roberta Santana ressaltou que, atualmente, Feira de Santana conta com atendimento especializado para dois tipos de deficiência por meio da parceria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE). Com a implantação do novo centro, a rede será ampliada para contemplar também as deficiências auditiva e visual. “Feira de Santana hoje trata dois tipos de deficiência em parceria com a APAE, e a gente traz mais dois tipos. Então, além de ampliar o atendimento, estamos trazendo novos serviços para a população”, disse.

A secretária destacou ainda que a assistência não ficará restrita aos moradores de Feira de Santana. “Estamos qualificando e ampliando o atendimento às pessoas com deficiência não só de Feira de Santana, mas de toda a região”, afirmou.

Além da assistência diretamente aos pacientes, o projeto prevê acompanhamento psicológico e social para familiares e cuidadores. Segundo Roberta Santana, a proposta considera também as necessidades de quem acompanha diariamente pessoas com deficiência. “O acompanhamento será integral, com todo o apoio psicológico e social às famílias e aos cuidadores. Muitas mães ou avós abrem mão da própria vida para cuidar de um paciente. A gente sabe da importância de fazer esse acolhimento social”, declarou.

A secretária afirmou que a inclusão desse atendimento foi incorporada ao projeto como uma política de cuidado para quem acompanha os pacientes. “Pedimos ao governador e implantamos isso dentro do projeto: a linha de cuidado de quem cuida também. Isso é importantíssimo”, ressaltou.

O novo centro também terá atendimento direcionado às pessoas com autismo. A estrutura foi planejada para integrar os serviços de reabilitação e promover o desenvolvimento da autonomia dos pacientes.

Ao falar sobre a relação com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Roberta Santana explicou que os serviços possuem funções diferentes dentro da rede pública de saúde. “Os CAPS e o CER são dois equipamentos diferentes. O CAPS cuida da saúde mental, enquanto o CER é o Centro Especializado de Reabilitação das pessoas com deficiência. Claro que muitas pessoas precisam de atendimento psiquiátrico ou psicossocial na área de saúde mental, e os CAPS fazem esse atendimento”, explicou.

Segundo ela, os CAPS são equipamentos de gestão municipal, enquanto o novo Centro Especializado de Reabilitação terá atuação voltada à assistência e reabilitação das pessoas com deficiência.

Foto: Boca de Forno News 

A nova estrutura também deverá fortalecer a oferta de órteses, próteses e cadeiras de rodas para os pacientes. A iniciativa será integrada a uma oficina de próteses que está sendo construída no município com apoio do Ministério da Saúde. “O Estado e o Ministério da Saúde têm feito esse trabalho. Feira de Santana, também com o apoio do Ministério da Saúde, está construindo uma oficina de próteses e também para o fornecimento de cadeiras de rodas”, informou a secretária.

Roberta Santana destacou que a intenção é descentralizar esse tipo de atendimento, que atualmente está muito concentrado em Salvador. “Essa parceria precisa ser ampliada. Hoje, esse atendimento está muito concentrado em Salvador, que é o nosso centro de referência. Agora vamos ampliar essa estrutura e garantir que quem precisar vir a Salvador possa ter, aqui em Feira de Santana, toda essa assistência”, afirmou.

A secretária também informou que o Estado está ampliando a estrutura de referência em Salvador, que atende atualmente cerca de 15 mil pacientes. Segundo ela, a nova unidade deverá duplicar essa capacidade e também contribuir para a formação e o acompanhamento dos centros de reabilitação implantados no interior. “Hoje são 15 mil pacientes atendidos. Vamos duplicar essa capacidade e garantir o matriciamento e a formação dos centros de reabilitação no interior do estado da Bahia”, explicou.

Ao todo, segundo Roberta Santana, a Bahia conta com uma política de expansão dos Centros Especializados de Reabilitação, com a previsão de 21 unidades.

A secretária informou ainda que o Estado trabalha em parceria com o Ministério da Saúde para garantir não apenas a construção e equipagem das unidades, mas também o financiamento necessário para o funcionamento dos serviços. “Não só construímos a estrutura, como garantimos o funcionamento. A média é de aproximadamente R$ 500 mil para funcionar um equipamento desse”, explicou.

Segundo ela, o Ministério da Saúde repassa recursos para a manutenção e o Estado complementa o financiamento. “O Ministério da Saúde passa o recurso e o Estado aporta mais 25% em cima do valor federal para garantir o funcionamento do equipamento”, afirmou.

A previsão é de que a obra do Centro Especializado de Reabilitação de Feira de Santana tenha duração de aproximadamente um ano e seja entregue completamente pronta e equipada. “Esse equipamento tem um ano de obra. A gente inicia a obra agora e vamos entregar 100% pronto e equipado. Também vamos garantir o financiamento do Ministério da Saúde para mantê-lo funcionando, junto com o Estado”, concluiu Roberta Santana.

Capacidade e atendimento regional

Felipe Freitas também destacou que o novo Centro Especializado de Reabilitação fará parte de uma estratégia de ampliação da assistência às pessoas com deficiência em diferentes regiões da Bahia. Segundo Felipe Freitas, a implantação das novas unidades deverá aumentar em mais de dez vezes a capacidade de atendimento existente atualmente no estado. “Esse centro inaugura um outro momento no atendimento às pessoas com deficiência. Ele vai aumentar em mais de dez vezes a capacidade que nós temos hoje na Bahia e será integrado a uma grande rede que está sendo criada”, afirmou.

Em Feira de Santana, a unidade terá caráter regional e deverá atender, além dos moradores do município, pacientes de cidades do Portal do Sertão. A proposta, segundo o secretário, é reduzir a necessidade de deslocamento das famílias para Salvador ou municípios do Recôncavo em busca de serviços especializados. “Esse é um centro que vai ser regional. Ele vai atender Feira de Santana, mas também os municípios do Portal do Sertão, garantindo atendimento para pessoas com deficiência, pessoas com neurodivergência e com autismo”, explicou.

Para Felipe Freitas, a localização do equipamento também favorece a integração com outros serviços de saúde já existentes na região. “Isso consolida essa região da cidade como uma região de serviços especializados de saúde. Estamos próximos a outros hospitais, o que certamente facilita o atendimento”, destacou.

Em relação especificamente a Feira de Santana, o secretário afirmou que a nova unidade permitirá mais que dobrar a capacidade de atendimento existente atualmente. Os serviços já disponíveis no município serão mantidos, enquanto o novo equipamento acrescentará uma nova estrutura à rede. “Para Feira de Santana, na prática, a gente está mais que dobrando a capacidade de atendimento que temos hoje. Atualmente contamos com serviços especializados, mas vamos manter o que temos e instalar uma outra unidade, que vai ampliar essa capacidade”, disse.

Segundo ele, a previsão é de que mais de 300 famílias sejam atendidas na nova estrutura, que não terá atuação limitada à reabilitação física e motora. “Isso vai garantir que mais de 300 famílias sejam atendidas aqui, com diferentes serviços que não são apenas de reabilitação física e motora, mas também de acompanhamento psicológico, assistência social e atendimento integral às pessoas com deficiência e às pessoas com neurodivergência”, afirmou.

Felipe Freitas - Foto: Boca de Forno News 

Felipe Freitas também citou condições como autismo e TDAH entre as situações que poderão receber acompanhamento, ressaltando o impacto que essas condições podem provocar na rotina dos familiares e cuidadores. “Quem conhece alguém que cuida de uma criança ou de um jovem com TDAH, com autismo ou com alguma outra deficiência de caráter motor sabe o impacto que isso tem na vida dessas pessoas. A gente vai garantir esses direitos com esse serviço especializado aqui”, declarou.

A proposta de funcionamento do centro não será restrita aos moradores de Feira de Santana. A unidade deverá integrar a rede regional de atendimento, permitindo que pessoas de outros municípios tenham acesso aos serviços especializados.

A medida também busca diminuir o tempo e os custos de deslocamento enfrentados atualmente por famílias que precisam procurar atendimento fora da região. “Com isso, vamos reduzir o tempo de deslocamento dos familiares que hoje ainda precisam ir, em muitos casos, para Salvador ou para algumas cidades do Recôncavo para ter atendimento. Aqui eles vão poder contar com um serviço de alta qualidade”, afirmou o secretário.

Felipe Freitas informou ainda que o investimento destinado ao conjunto de equipamentos que estão sendo implantados na Bahia ultrapassa R$ 80 milhões. Os recursos, segundo ele, são provenientes do PROSUS e de uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). “A gente tem, ao todo, um investimento de mais de R$ 80 milhões com todos os equipamentos que vão ser instalados, não só esse, mas todos os outros. Serão investimentos com recursos do PROSUS e com a parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento”, explicou.

Ele também destacou que a utilização desses recursos representa, segundo ele, a concretização dos investimentos previstos a partir dos empréstimos realizados pelo Governo do Estado. “É bom a gente estar aqui porque houve muito debate, na época, sobre os empréstimos realizados pelo governo e para que seriam destinados esses recursos. É importante quando assinamos essas obras e iniciamos esses investimentos, para que a população veja para que esses recursos estão sendo aplicados”, afirmou.

Para Felipe Freitas, a implantação das novas unidades representa uma mudança na capacidade de atendimento da Bahia às pessoas com deficiência. Segundo ele, mesmo com a ampliação, a necessidade de novos serviços permanece. “A gente sempre precisa de mais, mas, como eu disse, com esses equipamentos que estamos instalando agora, vamos aumentar em mais de dez vezes a capacidade que temos hoje”, declarou.

Ele também relacionou a expansão dos serviços de reabilitação à ampliação da rede de atenção à saúde mental no estado, citando a atuação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em parceria com municípios e governo federal. “Eu afirmo, sem nenhuma dúvida, que a Bahia vai ter uma ampla rede de atendimento de reabilitação para as pessoas com deficiência. E, junto com os CAPS, que nós também estamos apoiando com os municípios, com o governo federal e diretamente pelo Governo do Estado, nós também vamos ter uma grande rede de saúde mental”, afirmou.

Segundo Felipe Freitas, a previsão é de que o Centro Especializado de Reabilitação de Feira de Santana seja entregue em aproximadamente um ano. “Isso é uma revolução, é uma mudança radical na capacidade de atendimento que temos hoje no estado”. 

APAE e HGCA destacam impacto do novo centro 

A assinatura da ordem de serviço para implantação do Centro Especializado de Reabilitação também foi recebida como um reforço importante pelas instituições que atualmente concentram parte do atendimento às pessoas com deficiência em Feira de Santana. Representantes da APAE e do Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA) destacaram que a nova unidade poderá ampliar o acesso aos serviços e facilitar a continuidade do tratamento de pacientes que hoje enfrentam longos deslocamentos ou permanecem na fila de espera.

Meire Portugal - Foto: Boca de Forno News 

Representante da APAE de Feira de Santana, Meire Portugal, afirmou que o novo equipamento deverá aliviar significativamente a demanda enfrentada pela instituição. Segundo ela, a APAE atende não apenas moradores de Feira, mas também pessoas de outros 46 municípios da região. “Vai desafogar sobremaneira. A APAE não atende só Feira de Santana, mas também 46 municípios da região. Nós temos pessoas que vêm de Euclides da Cunha para fazer uma terapia em Feira de Santana. Você imagina que, no retorno, essa pessoa, essa criança, geralmente já perdeu tudo o que obteve naquele momento”, relatou.

A representante destacou ainda que atualmente mais de mil pessoas aguardam atendimento na instituição. Para ela, a implantação do novo centro representa uma perspectiva de redução dessa demanda. “Temos mais de mil pessoas na fila de espera. Então, isso é um alívio para essas famílias. Talvez, daqui a um ano, elas já tenham condição de estar incluídas nos seus tratamentos. Isso é muito importante”, afirmou.

Meire Portugal chamou atenção especialmente para a demanda relacionada às pessoas com autismo. Segundo ela, esse público está entre os que enfrentam maior espera por atendimento especializado no município. “Foi um momento muito importante para as pessoas com deficiência, principalmente para as pessoas com autismo. São essas pessoas que mais ficam na fila de espera, porque existe praticamente a APAE como referência em Feira de Santana para esse atendimento”, disse.

Atualmente, a instituição atende cerca de 2,5 mil pessoas do município e, considerando também os pacientes provenientes de outras cidades, esse número chega a aproximadamente 5 mil pessoas, conforme informou a representante. “Nós atendemos cerca de 2.500 pessoas do município e, contando todas essas pessoas que vêm de outros municípios, chegamos a cerca de 5 mil. Isso acontece com apenas duas especialidades, que são deficiência física e intelectual, e aí está incluído o autismo”, explicou.

A alta procura também tem impacto sobre a estrutura e os profissionais disponíveis na instituição. “Vimos a demanda pelo aumento da nossa infraestrutura. A estrutura física da APAE é pequena para esse atendimento e estamos sempre necessitando de profissionais especializados. Os que temos estão sobrecarregados com tantas pessoas”, afirmou.

Na avaliação da representante, a chegada do novo serviço poderá permitir que a APAE também qualifique ainda mais o atendimento oferecido atualmente. “Acreditamos que, com essa chegada, vai desafogar e a APAE vai poder prestar um atendimento de melhor qualidade”, declarou.

Além dos serviços de atendimento às pessoas com deficiência, a APAE também participa da oferta de equipamentos voltados à mobilidade e à qualidade de vida dos pacientes. Meire Portugal explicou que a instituição possui contrato para concessão de órteses, próteses e bolsas de ostomia, além de disponibilizar equipamentos como cadeiras de rodas e muletas. “Nós possuímos contrato para concessão de órteses e próteses e também de bolsas de ostomia. Aqui em Feira, nós já fornecemos esses aparelhos. Também temos cadeiras de rodas, muletas e todos os materiais para mobilidade”, informou.

A representante também falou sobre a oficina ortopédica mantida por meio de um projeto do Ministério da Saúde. Segundo ela, o projeto chega ao fim nesta quarta-feira (30), mas a instituição busca alternativas para garantir a continuidade do serviço. “Estávamos com uma oficina ortopédica, que foi um projeto do Ministério da Saúde, mas era um projeto pontual. Ele se encerra agora, no dia 30 de setembro. Estamos correndo atrás para que isso tenha continuidade de maneira nenhuma, buscando recursos para que possamos dar continuidade a esse serviço e não deixar essas pessoas desassistidas”, afirmou.

Cristiana França - Foto: Boca de Forno News 

A implantação do centro também foi destacada pela direção do Hospital Geral Clériston Andrade. A diretora da unidade, Cristiana França, afirmou que o novo equipamento deverá criar um importante ponto de encaminhamento para pacientes que recebem alta hospitalar e precisam continuar o processo de reabilitação. “Hoje é um dia de muita felicidade. A secretária de Saúde, Roberta Santana, e o secretário de Direitos Humanos e Justiça, Felipe Freitas, vieram dar a ordem de serviço. Para nós, do Clériston, é uma felicidade muito grande, porque vamos ter, depois da obra pronta, um local para onde encaminhar os pacientes que precisam de reabilitação”, afirmou.

Segundo Cristiana, o HGCA atende frequentemente pacientes que sofreram acidentes de trânsito e pessoas que tiveram acidente vascular cerebral (AVC), dois perfis que poderão se beneficiar diretamente da nova estrutura. “O Clériston atende muitos pacientes com AVC e também muitos pacientes vítimas de acidentes de trânsito. Então, isso vai nos proporcionar que, após a alta hospitalar, tenhamos um local para encaminhar esse paciente para fazer a reabilitação”, explicou.

A diretora ressaltou, no entanto, que o novo centro terá uma atuação mais ampla e não ficará restrito aos pacientes encaminhados pelo hospital. “Esse centro não é só de reabilitação. Ele vai abranger várias outras especialidades. Nós vamos ter também o atendimento a crianças neurodivergentes. Então, tudo isso vai nos ajudar”, destacou.

A gestão do futuro Centro Especializado de Reabilitação ficará a cargo da Secretaria Municipal de Saúde de Feira de Santana, conforme informado pela diretora do HGCA. A partir da entrega da obra, deverão ser estabelecidos os procedimentos para encaminhamento dos pacientes entre as unidades. “Esse centro vai ser construído pelo Governo do Estado e pelo Ministério da Saúde, mas, após a entrega, quem vai gerir será a Secretaria de Saúde do município de Feira de Santana. Eles é que vão tocar o serviço”, explicou Cristiana.

Segundo ela, posteriormente deverão ser realizadas reuniões entre as equipes para definir o fluxo de encaminhamento. “Claro que, posteriormente, vamos ter reuniões com os membros da Secretaria para ver como será o procedimento de encaminhamento dos pacientes para esse centro”, afirmou.

Ao comentar o perfil dos pacientes atendidos pelo Clériston Andrade que poderão precisar de reabilitação, Cristiana França destacou principalmente os casos de AVC e os acidentes de trânsito, com atenção especial para as ocorrências envolvendo motocicletas. “O paciente são dois públicos muito distintos: o paciente que tem AVC, e a gente chama atenção para essa doença tão grave, que mata e deixa sequelas graves, e também os acidentes de trânsito, dando ênfase aos acidentes de moto”, afirmou.

Segundo a diretora, apesar da redução observada em alguns tipos de acidentes, as ocorrências envolvendo motocicletas continuam sendo motivo de preocupação para o hospital. “A gente tem tido uma preocupação muito grande. Não conseguimos ainda diminuir os acidentes, principalmente os de moto. Nos atropelamentos, acidentes de bicicleta e acidentes envolvendo carros, houve uma diminuição, mas os acidentes de moto continuam aumentando”, declarou.

Cristiana afirmou que o hospital tem buscado atuar em conjunto com a sociedade civil e os órgãos de fiscalização para enfrentar o problema, destacando a importância da educação e da conscientização no trânsito. “É um motivo de muita preocupação para o Clériston. Continuamos atentos a esse perfil de paciente, mas estamos junto com a sociedade civil e os órgãos de fiscalização tentando cada vez mais melhorar o atendimento e também trabalhar a conscientização, porque esses acidentes de moto precisam diminuir. E isso passa pela educação no trânsito”, concluiu.

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