O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) iniciou na quinta-feira (17) a cerimônia de geração de mídias para as Eleições Gerais 2026. O procedimento ocorre nas 199 Zonas Eleitorais do estado e segue até esta sexta-feira (18). Em Salvador, a abertura dos trabalhos foi realizada na 1ª Zona Eleitoral, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), sob a condução da desembargadora eleitoral Patrícia Didier.
De acordo com a desembargadora, a geração de mídias é uma das etapas de preparação das urnas eletrônicas para a votação. Durante o procedimento, são gravados em dispositivos específicos os dados dos sistemas operacional e de votação, a relação de eleitores de cada seção e a lista de candidatos, com nome, número e fotografia. Também são preparadas as mídias destinadas ao armazenamento dos resultados registrados pelas urnas.
O procedimento foi aberto ao público e pode ser acompanhado por representantes do Ministério Público, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de partidos políticos e coligações. A possibilidade de acompanhamento por essas instituições também integra as regras aplicáveis à geração das mídias.
Ao abrir a cerimônia em Salvador, Patrícia Didier afirmou que a publicidade das diferentes etapas de preparação das eleições está relacionada ao princípio da transparência adotado pela Justiça Eleitoral.
“Recebo a imprensa com o princípio que orienta toda a Justiça Eleitoral, o da transparência. O ato que hoje se inicia é o momento em que gravamos, à vista de todos e sob fiscalização, em formatos exclusivos da Justiça Eleitoral, os dados que cada urna utilizará no dia de votação”, declarou.
Segundo a desembargadora eleitoral, serão produzidas 78.978 mídias durante o procedimento na Bahia, sendo 740 de carga, 39.119 de votação e outras 39.119 de resultado.
Para as eleições deste ano, a Bahia contará com 39.744 urnas eletrônicas, das quais 5.141 serão utilizadas em Salvador, conforme dados divulgados pelo TRE-BA. Durante o discurso, Patrícia afirmou ainda que os equipamentos serão distribuídos pelos 417 municípios baianos para atender mais de 11,3 milhões de eleitores e que aproximadamente 170 mil colaboradores deverão participar da operação no dia da votação.
A desembargadora afirmou que a segurança do processo não depende de um único procedimento, mas de diferentes etapas de verificação.
“A segurança da urna não repousa apenas em um só mecanismo, mas numa cadeia auditável e verificável por terceiros”, afirmou.
Ela mencionou, entre esses procedimentos, a abertura do código-fonte dos sistemas para inspeção, o Teste Público de Segurança e a assinatura e lacração digital dos sistemas. Ela também citou etapas previstas para o próprio dia da eleição, como a emissão da zerésima antes do início da votação e do boletim de urna ao final dos trabalhos.
“A Justiça Eleitoral, ela não pede confiança, ela a demonstra etapa por etapa”, disse.
A magistrada afirmou ainda que, neste ano, a urna eletrônica completa 30 anos e declarou que, nesse período, não houve comprovação de fraude capaz de comprometer resultados eleitorais.
Após a conclusão da geração das mídias, os dispositivos permanecem reservados para a etapa seguinte de preparação. De acordo com o TRE-BA, as mídias ficam armazenadas até a cerimônia de carga e lacração das urnas.
Segundo a desembargadora, a carga e lacração dos equipamentos ocorrerá em todo o estado entre 21 de setembro e 1º de outubro. Em Salvador, uma das cerimônias está prevista para o dia 22 de setembro.
Durante o discurso, a magistrada também abordou o enfrentamento à desinformação e citou o avanço da inteligência artificial como um dos elementos que ampliam o desafio de informar a população sobre o processo eleitoral.
“Vivemos um tempo em que a desinformação se renova e agora ainda está potencializada pela inteligência artificial. E é precisamente aí que a Justiça Eleitoral atua e faz o que os senhores hoje testemunham. Mostra etapa por etapa e informa o eleitor”, afirmou.
Ela mencionou ainda medidas adotadas pelo TRE-BA ao longo da preparação para as eleições, entre elas um pacto de integridade com partidos políticos e parcerias com forças de segurança do Estado.
Ao encerrar a cerimônia, a desembargadora afirmou que as ações desenvolvidas pelo tribunal têm como objetivo garantir condições para o exercício do voto.
“Tudo aqui converge para uma única finalidade, que cada voto seja a expressão livre e soberana da vontade do povo baiano e brasileiro. O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia está preparado técnica e institucionalmente para entregar à Bahia eleições seguras, transparentes e serenas”, declarou.
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