Os empregados da Caixa Econômica Federal na Bahia entram em greve por tempo indeterminado a partir da 0h desta quinta-feira (10), após 97,52% dos trabalhadores da base do Sindicato dos Bancários da Bahia rejeitarem a proposta apresentada pelo banco. No Banco do Brasil (BB) e no Banco do Nordeste (BNB), os funcionários fazem uma nova assembleia virtual a ser encerrada às 11h desta quarta-feira (9), para decidir sobre a continuidade ou suspensão da greve nas duas instituições.
Na Caixa, a proposta de paralisação está mantida e tem entre os principais impasses o Saúde Caixa, plano de saúde dos empregados da instituição. Segundo o Sindicato dos Bancários da Bahia, o banco propõe a cobrança por faixa etária no convênio, medida rejeitada pela categoria por alterar o pacto intergeracional do plano.
No BB, 83,82% dos funcionários pertencentes à base do sindicato rejeitaram a proposta apresentada pelo banco na votação anterior, mas a retomada das negociações levou a categoria a fazer uma nova avaliação. Em âmbito nacional, a proposta foi rejeitada pela maioria, com votos contrários em 87 bases sindicais, mas prevaleceu a decisão de reabrir as negociações com a instituição.
A direção do BB respondeu à reivindicação dos trabalhadores e uma nova rodada de negociação estava prevista para a tarde de ontem. Na Bahia, os funcionários mantiveram a plenária marcada para as 19h, seguida da assembleia virtual para decidir se a greve prevista para amanhã será suspensa.
No BNB, 72,97% dos funcionários da base do sindicato haviam rejeitado a proposta apresentada pelo banco, mas uma mudança nas negociações nacionais também levou à realização de nova votação na Bahia. Nacionalmente, a proposta do BNB foi aprovada, com indicação de assinatura do acordo, enquanto os trabalhadores baianos voltaram a avaliar se mantêm a paralisação por tempo indeterminado.
O cenário é diferente entre os funcionários dos bancos privados, que aprovaram a proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na Bahia, a proposta recebeu 63,38% dos votos, e a assinatura da convenção está prevista para às 14h desta quarta-feira, em São Paulo.
Com a aprovação do acordo, as atividades na rede privada seguem normalmente, enquanto a definição sobre a paralisação permanece restrita aos bancos públicos. A reportagem solicitou posicionamento à Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.
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