'Dada', 'Buel', 'Zói de Gato', 'Real' e 'Gordo Paloso'. Esses vulgos não são estranhos, pelo contrário, desde que passaram a integrar o Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), ferramenta que reúne os criminosos mais perigosos do estado, que eles passaram a circular entre os noticiários.
Além da extensa ficha criminal, Ednaldo Pereira Souza, o 'Dada', Anderson Souza de Jesus, vulgo 'Buel', Sandro Santos Queiroz, o 'Real', José Carlos Ferreira dos Santos, o 'Zói de Gato' e Manoaldo Falcão Costa Júnior, conhecido como “Gordo Paloso" têm outros fatores em comum: todos integram a facção Comando Vermelho (CV) e foram buscar esconderijo no Rio de Janeiro na tentativa de dificultar suas localizações durante os cercos da polícia baiana. Todos são procurados pela polícia da Bahia e do Rio de Janeiro.
E esse refúgio custo caro! Informações apuradas pelo BNews dão conta de que o quarteto baiano paga, mensalmente, cerca de R$ 300 mil a comparsas do CV para ter essa proteção e se manter escondido dentro dos Complexos da Penha, de Israel e do Alemão, todos no RJ, e considerados redutos da facção.
Mesmo fora dos territórios baianos, todos eles, que já foram presos em diferentes ocasiões pelas forças de segurança da Bahia, seguem determinando crimes no estado e liderando a facção em bairros de Salvador e da região metropolitana. Também possuem passagens pelo sistema prisional, sendo liberados por decisão judicial, com excessão de Dada, que está solto porque escapou do Complexo Penal de Eunápolis, no interior da Bahia, em dezembro de 2024, durante uma fuga em massa.
Líder do tráfico de drogas do bairro de Cosme de Farias, a atuação de Zói de Gato vai além da venda de entorpecentes, ampliando-se, ainda, para crimes de homicídio, organização criminosa e associação para o tráfico. Em seu histórico criminal, ele também aparece como um dos fundadores do Comando da Paz (CP), facção criminosa que surgiu como uma gangue prisional em Salvador, perdeu espaço para o Bonde do Maluco (BDM) e, depois, se associou ao Comando Vermelho (CV), atual grupo no qual o suspeito ocupa o cargo de liderança.
Em 2024, Buel passou a ocupar a carta ‘Rei de Copas’ da SSP-BA. Na época, o órgão o apontou como principal fornecedor de armas para membros de uma organização criminosa que atua em Salvador e na Região Metropolitana (RMS). "Além de dominar a venda de entorpecentes em várias localidades da capital baiana, ele também é o mandante de dezenas de homicídios", disse a SSP na época.
Procurado por porte ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e associação para o tráfico em diversos bairros de Jequié, na Bahia, Sandro Santos Queiroz, o 'Real' ou 'Doideira', também é peça do Baralho e ocupa a carta "Rei de Espadas". Em 2022, ele chegou a ser preso em Cuiabá, durante a operação ‘Moeda Real’.
Apelidado de 'Gordo Paloso', Manoaldo Falcão Costa Junior, que tem mandado de prisão por homicídio e tráfico de entorpecentes por crimes cometidos na região de Itabuna, sul do estado, entrou para o Baralho do Crime em 2019.
Informações sobre os quinteto podem ser passadas com anonimato garantido pelos telefones (21) 2253-1177, 0300-253-1177 ou pelo app Disque Denúncia RJ. O Disque Denúncia da Bahia também segue ativo pelo número 181 para receber denúncias sobre esses e outros criminosos.
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