O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ) tem nas mãos a definição de uma disputa envolvendo o pregão eletrônico nº 024/2025, da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), licitação estimada em cerca de R$ 22 milhões para contratação de serviços de apoio operacional com suporte tecnológico, incluindo soluções digitais e biometria. Após decisões conflitantes nas instâncias judiciais, o caso aguarda julgamento do mérito, que deverá definir a ilegalidade da desclassificação da Enginwork Construtora Ltda. durante a fase de Prova de Conceito (PoC), apesar de a empresa ter apresentado proposta de aproximadamente R$ 18,5 milhões, considerada uma das mais vantajosas do certame e superior em economicidade à proposta da empresa posteriormente declarada vencedora, cuja diferença ultrapassaria R$ 1 milhão.
Na ação judicial, a Enginwork sustentou que foi afastada da disputa por critérios que não estariam previstos no edital. Entre os pontos questionados estão a alegação de ausência de projetor durante a apresentação técnica, o uso de suporte remoto e a interpretação adotada pela comissão avaliadora sobre o funcionamento da solução tecnológica em ambiente de computação em nuvem (SaaS). A empresa também argumentou que a comissão responsável pela avaliação não possuía formação técnica compatível com áreas como engenharia de software, biometria e tecnologia da informação. Um laudo técnico independente anexado aos autos concluiu que a empresa atingiu 92,8% de conformidade com as exigências previstas no edital, percentual acima do mínimo de 90% estabelecido para aprovação na etapa técnica.
Diante das alegações, a 20ª Vara da Fazenda Pública de Salvador concedeu liminar no mandado de segurança (nº 8045278-59.2026.8.05.0001), suspendendo integralmente o pregão eletrônico nº 024/2025 e anulando os efeitos da desclassificação da Enginwork. Na decisão, o juiz João Paulo Guimarães Neto apontou indícios de irregularidades na análise técnica realizada pela comissão avaliadora e destacou o potencial prejuízo ao erário decorrente da contratação de proposta com valor superior ao apresentado pela empresa autora da ação. O magistrado também proibiu a Desal de praticar atos de adjudicação, homologação ou assinatura de contrato relacionados ao certame até nova deliberação judicial.
Após a concessão da liminar, a Enginwork informou nos autos que a decisão não estaria sendo integralmente cumprida pela Desal. Ao analisar a manifestação, o magistrado registrou que a companhia tinha ciência inequívoca da ordem judicial, uma vez que havia protocolado pedido de reconsideração da própria decisão. O recurso foi rejeitado e o juiz determinou que a estatal comprovasse, em 48 horas, a suspensão efetiva do pregão e dos atos decorrentes da desclassificação da empresa, mantendo multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A discussão sobre eventual descumprimento da ordem judicial passou a integrar os argumentos apresentados pela empresa no processo e também foi levada ao Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM), onde tramita denúncia relacionada ao mesmo certame.
Posteriormente, a Desal recorreu ao Tribunal de Justiça da Bahia e obteve a suspensão dos efeitos da liminar concedida em primeira instância. A desão foi do desembargador José Soares Ferreira Aras Neto. Com isso, o processo passou a aguardar julgamento definitivo do mérito pelo TJ, que deverá decidir se houve ilegalidade na desclassificação da Enginwork e se a condução do pregão eletrônico nº 024/2025 observou os princípios da legalidade, da competitividade, da vinculação ao edital e da economicidade. O caso tem sido acompanhado por representantes do setor de licitações, órgãos de controle e empresas que atuam no segmento, sobretudo pelo impacto financeiro envolvido e pelos questionamentos levantados sobre a regularidade do procedimento administrativo.
Acidente grave Motorista é preso por homicídio doloso após tragédia que matou 16 pessoas na BR-116; Bahia decreta luto oficial
São João 2026 São João da Bahia 2026 do Governo do Estado garante festejos juninos em mais de 280 municípios
Bahia União firma contrato com bancos para captar R$ 2 bi e quitar dívidas de precatórios atrasados na Bahia
Salvador-Itaparica MP-BA dá prazo de cinco dias para Inema responder sobre licenças da Ponte Salvador-Itaparica
Bahia Jerônimo anuncia ponto facultativo e sanciona pacote de benefícios para servidores estaduais da Bahia
Revisão Ministério Público recomenda revisão de contratos do São João de Cachoeira após identificar cachês acima da média 
Mín. 20° Máx. 27°
Mín. 20° Máx. 27°
Chuvas esparsasMín. 20° Máx. 26°
Chuvas esparsas


