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Rosemberg nega responsabilidade de Rowenna Brito por tensão na base governista

As movimentações políticas em torno das eleições de 2026 continuam provocando ruídos dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA).

14/05/2026 08h32
Por: Karoliny Dias Fonte: Tribuna da Bahia
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

As movimentações políticas em torno das eleições de 2026 continuam provocando ruídos dentro da base do governador Jerônimo Rodrigues na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA). O líder do governo na Casa, Rosemberg Pinto, admitiu a existência de insatisfações entre parlamentares aliados, mas afirmou que o clima de tensão já começou a ser contornado após conversas internas conduzidas pelo próprio governo.

Nos últimos dias, deputados governistas demonstraram desconforto diante de especulações sobre possíveis favorecimentos políticos dentro do grupo aliado. Entre os nomes envolvidos nas discussões está o da ex-secretária estadual de Educação, Rowenna Brito, apontada nos bastidores como um dos pivôs da crise após a falta de votação registrada na Alba na semana passada. O nome de Lucas Reis também passou a circular nas articulações ligadas ao próximo pleito estadual.

Rosemberg, porém, considerou injusta a tentativa de atribuir à ex-gestora a responsabilidade pelo episódio. Segundo ele, divergências surgem naturalmente em períodos pré-eleitorais, principalmente quando há nomes ligados à estrutura do governo disputando espaço político. Ainda assim, o deputado avaliou que houve exagero na maneira como Rowenna foi colocada no centro da crise. “Eu achei muito pesada essa colocação, creditando à Rowenna a não votação da semana passada. Acho que há, sim, alguns questionamentos, o que é natural em toda eleição, principalmente em candidaturas oriundas da gestão”, declarou.

Para o líder governista, transformar a ex-secretária em alvo direto das reclamações não contribui para o ambiente político e acaba ampliando um desgaste desnecessário dentro da própria base aliada. Rosemberg disse entender que deputados tenham reivindicações e disputas locais, mas defendeu que os conflitos sejam tratados com equilíbrio para evitar rachaduras maiores no grupo.

Nos bastidores, o governo estadual intensificou as articulações para reduzir o desgaste. O parlamentar revelou que conversou individualmente com deputados e deputadas que não compareceram à sessão anterior da Alba, numa tentativa de identificar os focos de insatisfação e reconstruir o alinhamento político da bancada governista.

A estratégia, segundo ele, deu resultado. “Conversei com cada um dos deputados e deputadas que estiveram ausentes. Fui discutindo caso a caso e acho que esse ponto está superado”, avaliou.

Rosemberg destacou que todos os parlamentares da base estiveram presentes na sessão desta terça-feira, fato interpretado pelo governo como um gesto de reaproximação e unidade política em meio às turbulências recentes.

O deputado também procurou minimizar a dimensão do impasse ao afirmar que os aliados apenas buscam reconhecimento político e espaço dentro do grupo. Na avaliação dele, as reivindicações apresentadas pelos parlamentares são legítimas e fazem parte da dinâmica natural das articulações eleitorais.
Apesar do desgaste recente, Rosemberg defendeu que as disputas ligadas às eleições do próximo ano permaneçam restritas aos redutos políticos de cada liderança. Segundo ele, o objetivo do grupo é evitar que conflitos regionais acabem prejudicando o projeto político liderado por Jerônimo Rodrigues na Bahia.

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