A eleição para a presidência da República, prevista para ocorrer em outubro deste ano, conta com 12 nomes até o momento. Dentro do grupo, há apenas um nome feminino apresentado até o momento, o que configura o menor número de mulheres na disputa pelo Planalto desde 2002;
O nome feminino colocado na pré-disputa é o de Sâmara Martins, da Unidade Popular. Caso o cenário permanece como está, será o segundo número mais baixo de candidaturas de mulheres à presidência desde 2002, quando nenhuma mulher se colocou como candidata; a única vez no século XXI.
A candidatura única de mulher não acontecia desde 1998, quando o antigo PTN, hoje Podemos, lançou Thereza Ruiz.
Desde 2006, as eleições presidenciais no Brasil tiveram pelo menos duas candidaturas femininas. O pleito com o maior número de candidatas foi o de 2022, com quatro mulheres na disputa.
Na ocasião, estiveram candidatas Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB) e Vera Lúcia (PSTU).
O recorte se torna ainda menor se a análise for pelo número de mulheres que alcançaram o segundo turno. Até hoje, apenas Dilma Rousseff (PT) conseguiu passar do primeiro turno, em 2010 e 2014, enfrentando José Serra e Aécio Neves, ambos do PSDB.
Dilma também foi a única mulher eleita presidente do Brasil, sendo alvo de um impeachment no meio do segundo turno.
Cabe também a Dilma Rousseff o título de mulher mais votada em uma eleição presidencial no Brasil. Em 2010, quando foi eleita a primeira vez para o Planalto, a petista, hoje presidente do Brics, recebeu 55.752.529 votos.
Em 2014, quando reeleita, a presidente Dilma Rousseff obteve 54.501.118 votos.
Até o momento, 12 nomes foram colocados na pré-disputa presidencial de outubro, com possíveis alterações até agosto, fim do registro das candidaturas. Esses são os pré-candidatos a presidente:
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