O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo, Romeu Zema, chocou as redes sociais ao afirmar nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, que pretende mudar a atual legislação brasileira que proíbe o trabalho infantil. Durante participação no podcast “Inteligência Ltda”, o ex-governador de Minas Gerais disse discordar da ideia de que crianças não podem trabalhar e associou essa visão à atuação da esquerda.
Zema reconheceu que a prioridade deve ser o estudo, mas defendeu que crianças possam exercer atividades simples. “Hoje não sei, mas quando eu era criança, era permitido tirar uma carteira de trabalho aos 14 anos. Infelizmente, no Brasil, se criou essa ideia de que jovem não pode trabalhar. Eu sei que o estudo é prioritário. Mas toda criança pode estar ajudando com questões simples, com questões que estão ao alcance dela”, afirmou.
Na mesma entrevista, ele criticou o que chamou de “noção” criada no país sobre o tema e comparou a realidade brasileira com a dos Estados Unidos. “Hoje é dia do trabalho e aqui no Brasil parece que a esquerda criou essa noção de que trabalhar prejudica criança. Lá fora, nos Estados Unidos, criança sai entregando jornal, recebe sei lá quantos centavos por cada jornal entregue no tempo que tem. Aqui é proibido, está escravizando a criança. Então, é lamentável. Mas tenho certeza que nós vamos mudar isso”, disse.
No Brasil, o trabalho infantil é proibido pela Constituição Federal de 1988 e só é permitida a atuação a partir dos 14 anos na condição de aprendiz. Já nos Estados Unidos, a lei também estabelece, de forma geral, os 14 anos como idade mínima para o trabalho, com restrições de jornada para menores de 16 anos.
Ainda na mesma entrevista, o bolsonarista também relatou sua própria experiência, afirmando que começou a trabalhar ainda na infância. Segundo ele, aos 5 anos já ajudava o pai, que atuava no comércio de peças automotivas, e tirou a Carteira de Trabalho aos 14. “Eu trabalho desde que eu aprendi a contar”, declarou.
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