O ex-deputado federal Marcelo Nilo afirmou que já está fechado o acordo político que o coloca como responsável pela indicação da primeira suplência na chapa ao Senado liderada por Angelo Coronel. Em entrevista à Tribuna, Nilo detalhou os bastidores da negociação com ACM Neto, confirmou o nome de Marcelinho Guimarães Filho para a vaga e indicou que o entendimento encerra um período de distanciamento político com antigos aliados.
Segundo Nilo, o acordo garante a ele a indicação da primeira suplência, após negociações em que chegou a pleitear também a segunda vaga. “Ficou a primeira, eu indiquei Marcelinho Guimarães Filho. Agora está acertado e já está anunciado”, declarou. O ex-parlamentar também destacou a reaproximação com Coronel, com quem afirmou não ter mantido diálogo por cerca de dez anos, ressaltando que pretende atuar ativamente na campanha.
Na entrevista, Nilo deixou claro o seu posicionamento político para as próximas eleições. Ele afirmou que estará alinhado ao grupo de oposição na Bahia, com apoio declarado a ACM Neto, João Roma, ao próprio Angelo Coronel e ao senador Flávio Bolsonaro. Nilo disse que atendeu a apelos de ACM Neto e do prefeito de Salvador, Bruno Reis, para integrar o projeto político, mesmo após ter se sentido “injustiçado” em momentos recentes.
“Vou apoiar ACM Neto, Flávio Bolsonaro, Coronel e João Roma”, afirmou, ao destacar que considera o acordo positivo para ele, seu grupo político e para a Bahia.
O ex-deputado também comentou o cenário eleitoral no estado e avaliou que a disputa de 2026 tende a ser mais direta contra o atual governador Jerônimo Rodrigues. Para ele, há possibilidade de mudança no comando do Executivo estadual. Nilo elogiou nomes do campo aliado, como o prefeito de Jequié, Zé Cocá, e afirmou que o grupo de oposição chega mais competitivo para o próximo pleito.
Ao longo da entrevista, o ex-parlamentar também fez críticas ao grupo governista, citando divergências internas entre Rui Costa e Jaques Wagner, além de comentar a composição da chapa governista e o cenário nacional envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre a disputa ao Senado, Nilo avaliou que, caso ACM Neto vença o governo estadual, a tendência histórica favorece a eleição dos candidatos ao Senado da mesma chapa, incluindo Angelo Coronel e João Roma. Ele também destacou a atuação de Coronel no Congresso e a experiência de Roma como ex-ministro.
A entrevista reforça o reposicionamento político de Marcelo Nilo no cenário baiano e sinaliza a consolidação de alianças para a disputa eleitoral de 2026.
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