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Bahia Prisão

O triângulo amoroso por trás da prisão do ex-deputado Uldurico Junior

Ex-deputado tinha relação amorosa com diretora de presídio, que, por sua vez, tinha caso com líder de facção.

18/04/2026 07h41
Por: Karoliny Dias Fonte: Bahia.Ba
Foto: Divulgação / Reprodução Instagram
Foto: Divulgação / Reprodução Instagram

O ex-deputado federal Uldurico Junior (PSDB) foi preso nesta quinta-feira (16), em um hotel de Praia do Forte, em Mata de São João, Litoral Norte do estado. Conforme investigações conduzidas pela Polícia Civil da Bahia e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o tucano, filiado ao partido no último dia 3 de abril, teria recebido R$ 2 milhões para facilitar a fuga de integrantes da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), ligada ao Comando Vermelho (CV).

A fuga ocorreu em 12 de dezembro de 2024, quando Uldurico, ainda filiado ao MDB, havia acabado de perder as eleições para prefeito de Teixeira de Freitas. Naquela oportunidade, 16 integrantes do PCE conseguiram evadir do Conjunto Penal de Eunápolis. Dentre eles, o chefe da facção baiana: Ednaldo Pereira de Souza, conhecido como Dada.

A evasão, ainda de acordo com as investigações, teria sido facilitada diretamente pela diretora da unidade prisional naquela época: Joneuma Silva Neres, então amante de Uldurico Junior, responsável por sua indicação ao posto diretivo. Ela foi presa pela Polícia Civil na noite de 23 de janeiro de 2025, cerca de 40 dias após a fuga. Foi na prisão que deu à luz uma menina, que ela diz ser filha do ex-deputado.

Joneuma, porém, segundo apuração do MP-BA, também mantinha um relacionamento com Dada, líder do PCE. Íntima de Uldurico e do traficante, a ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis passou a organizar encontros entre os dois. Dessas reuniões, saíram alguns acordos, como o de compra de votos para as eleições municipais de 2024.

Conforme investigação do Ministério Público, Dada e Joneuma garantiram votos de presos provisórios, além de familiares e amigos de pessoas ligadas à facção criminosa. Cada voto seria recompensado por R$ 100.

Além disso, Uldurico garantia a Joneuma uma assistência financeira direta, que cessou no dia em que ela foi presa pela Polícia Civil. Grávida, a ex-diretora acionou o ex-parlamentar na Justiça, buscando reaver os pagamentos.

O outro pilar do triângulo amoroso, Dada, está foragido. De acordo com a Polícia e com o MP-BA, o líder criminoso se encontra no Rio de Janeiro, de onde continua dando as cartas na facção baiana Primeiro Comando de Eunápolis.

Foto: Divulgação / SSP-BA
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